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Polícia identificou 70 criminosos com fuzis que guardavam casa de líder do CV na Penha

Documento enviado ao STF detalha planejamento da megaoperação contra traficantes no Rio de Janeiro

dupla do bope em favela do rio de janeiro
Segundo Santana, o monitoramento aéreo por drones já havia identificado o grupo reunido próximo à casa de Doca | Foto: Reprodução/X/@BOPE_PMERJ

Antes de iniciar a megaoperação no Complexo da Penha, as forças de segurança do Rio de Janeiro já haviam identificado a movimentação de cerca de 70 traficantes armados com fuzis. O grupo fazia guarda na porta de um dos imóveis ligados a Edgar Alves de Andrade, o Doca, chefe local do Comando Vermelho (CV).

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A informação consta no depoimento prestado ao Ministério Público (MP) do Rio de Janeiro pelo delegado Moysés Santana Gomes, responsável pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes.

Depois de colher seu relato na segunda-feira 10, o MP o enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) junto com outros documentos da investigação. A decisão atende a uma exigência do ministro Alexandre de Moraes. O magistrado também requisitou informações do governo estadual, do Tribunal de Justiça e da Defensoria Pública.

Segundo Santana, o monitoramento aéreo por drones já havia identificado o grupo reunido próximo à casa de Doca. Todos estavam armados. A vigilância, portanto, ocorreu antes da entrada das equipes no complexo.

Polícia cita falta de câmeras durante operação no Rio

Outro trecho do material encaminhado ao STF trata do uso de câmeras corporais por policiais. Conforme o texto, a maioria dos agentes das unidades de elite não usava o equipamento, embora exista uma determinação da Corte para que todos os servidores em operação no Rio atuem com o dispositivo.

O material afirma que, no Batalhão de Operações Policiais Especiais, dos cerca de 215 militares destacados para a ação, apenas 77 tinham acesso a câmeras. Na Coordenadoria de Recursos Especiais, o número também ficou abaixo do exigido: 57 dos 128 agentes estavam com o equipamento.

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Fabrício Oliveira, delegado responsável pela coordenadoria, afirmou que a equipe dispõe de cem câmeras. No entanto, enfrentou falhas no sistema da empresa fornecedora. Assim, 32 dispositivos estavam indisponíveis no dia da operação por falha técnica.

1 comentário
  1. David S
    David S

    Cuidado com o imperador, Alexandre, sei lá o quê!
    O famigerado poderá dar 5 horas para que a polícia do Rio de Janeiro se explique diante de tanto desrespeito aos direitos humanos!… …

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