publicidade
Brasil

Polícia identifica zelador que teria usado herbicida que matou cães no RJ

O produto intoxicou cerca de 40 cães nos bairros Barra da Tijuca e Jardim Oceânico

A dosagem incorreta do herbicida pode colocar animais em risco | Foto: Zefe Wu/Pixabay
A dosagem incorreta do herbicida pode colocar animais em risco | Foto: Zefe Wu/Pixabay

A Delegacia de Polícia do Meio Ambiente (DPMA) identificou o zelador que pode ter contaminado — sem intenção — um espaço público com o herbicida glifosato ao aplicá-lo no pátio de um condomínio no Rio de Janeiro.

A polícia investiga se o herbicida é a causa da intoxicação de 40 cães nos bairros Barra da Tijuca e Jardim Oceânico; sete cães morreram, segundo os moradores da região.

Receba nossas atualizações

O laudo que determinará a causa da intoxicação estará pronto em 30 dias. Caso confirmada a responsabilidade do zelador no envenenamento dos cães, ele será indiciado por maus-tratos a animais.

O crime de maus-tratos a cães ou gatos pode resultar em penas de dois a cinco anos de prisão, multa e proibição de guarda. Se a morte do animal ocorrer, a pena pode aumentar em até um terço.

No entanto, o crime não prevê a modalidade culposa, ou seja, quando ocorre por negligência, imprudência ou imperícia. O delegado Wellington Vieira afirmou ao jornal Folha de S. Paulo que a investigação pode apontar o dolo eventual. “A DPMA está à disposição para receber denúncias e pessoas que desejem orientação”, disse.

Uso do herbicida

O herbicida glisofato | Foto: Divulgação
O herbicida glisofato | Foto: Divulgação

Três tutores que procuraram a DPMA na segunda-feira 10, relataram o uso do herbicida para registrar a morte de seus cães. Um quarto registro foi feito online.

O glifosato, descoberto em 1970, é usado para eliminar ervas daninhas. Para jardinagem amadora, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autoriza uma diluição de 1%. Em concentrações incorretas, o herbicida pode ser prejudicial à saúde.

Além da agricultura, o produto é autorizado para uso em margens de rodovias e ferrovias, áreas sob redes de transmissão elétrica, pátios industriais, oleodutos e aceiros, conforme a Anvisa.

O produto é vendido por cerca de R$ 40 por litro em lojas e na internet, com rótulo alertando sobre o perigo caso seja “ingerido, inalado ou absorvido pela pele”. A veterinária Jéssica Monteiro, que atendeu dois cães intoxicados, sendo o último na quinta-feira 13, afirmou que o herbicida é muito agressivo para os animais e pode ser letal.

“É um produto com potencial erosivo, então ele leva o paciente a evoluir para úlceras esofágicas, gástricas, vômitos, diarreias com presença de sangue”, relatou à Folha. “Pode ainda afetar a parte neurológica, causar convulsões e choque cardiogênico”.

+ Leia mais notícias do Brasil em Oeste

Leia mais sobre:

2 comentários
  1. João Carlos de Souza Carvalho
    João Carlos de Souza Carvalho

    Quanta mentira e desconhecimento ! O Glifosato é um dos herbicidas menos tóxicos que são comercializados no mercado agrícola do mundo ! Pura propaganda ambientalista que querem proibir o uso desse produto tão necessário à agricultura brasileira e mundial !Sou engenheiro agrônomo e trabalho com esse fitossanitário desde 1980 e nunca vi ou soube de uma intoxicação com ele ! Pode ser outro produto mas não o Glifosato !

Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade