As investigações do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) avançaram nesta semana no caso do assassinato do ex-delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes. Ele morreu na segunda-feira, 15, em Praia Grande, litoral paulista. Até agora, as autoridades identificaram quatro suspeitos, sendo três homens foragidos e uma mulher presa temporariamente.
O DHPP descobriu principalmente que um dos homens suspeitos solicitou que a mulher fosse à Baixada Santista buscar um fuzil para uso no crime. Agentes também o flagraram anteriormente em posse do veículo que os criminosos usaram para perseguir o delegado. Depois do ataque, os bandidos incendiaram o carro. Com as evidências, a Justiça acatou assim o mandado de prisão contra ele. Outros dois homens identificados como envolvidos permanecem foragidos.
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Polícia faz perícia em casa que seria a base dos criminosos
A justiça decretou, na madrugada de quinta-feira, 18, a prisão da mulher que retirou o fuzil. Ela prestou depoimento de quase sete horas, no qual apresentou contradições. Os policiais apreenderam dessa forma o seu celular para perícia. A operação também incluiu buscas em oito endereços, com participação do DHPP, do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) e da Seccional de Praia Grande. O trabalho já resultou na coleta de diversos materiais que estão em análise.
Em paralelo, a perícia realizada em uma casa utilizada pelos suspeitos revelou 41 vestígios de DNA. A residência, no Jardim Imperador, a cerca de 8 km da Prefeitura de Praia Grande, funcionava como base para planejar o crime. O proprietário do imóvel, irmão de um policial militar, e o irmão dele tiveram impressões digitais encontradas na casa e também estão sob investigação.
Leia também: “Na contramão da segurança”, reportagem de Fábio Bouéri publicada na Edição 287 da Revista Oeste
Entre os suspeitos estão Felipe Avelino da Silva, o Mascherano, e Flávio Henrique Ferreira de Souza. Ambos seguem em fuga, mas seus DNAs aparecem nos veículos usados no crime. Outro procurado é Luis Antonio Rodrigues de Miranda, acusado de ordenar que a mulher buscasse o fuzil.
Fernando Gonçalves dos Santos, o Azul ou Colorido, que seria líder do PCC na região, está sob investigação por possível participação direta. O secretário da Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, afirmou que “é uma questão de honra realizar a prisão de todos os que participaram do terrível crime contra o delegado”.
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