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Polícia Federal prende um dos principais fornecedores do PCC

Filho de detido é procurado pela Interpol e liderou 'exército' do tráfico com 120 homens

Tonho é apontado como líder de uma organização criminosa voltada ao tráfico internacional de drogas: o Clã Mota | Foto: Reprodução/Redes Sociais

A Polícia Federal (PF) prendeu um dos principais fornecedores do Primeiro Comando da Capital (PCC) em Ponta Porã (MS), na fronteira com o Paraguai. Antônio Joaquim Mota, pecuarista conhecido como “Tonho”, foi preso na última terça-feira, 20.

Tonho é apontado como líder de uma organização criminosa voltada ao tráfico internacional de drogas: o Clã Mota, considerado pela investigação como um dos principais fornecedores da facção.

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De acordo com a Polícia Federal, a atuação do grupo se dá na fronteira com o Mato Grosso do Sul e o Paraguai. A família de Tonho ficou multimilionária com o envio de drogas para a Europa, segundo os policiais.

Filho de fornecedor do PCC é procurado pela Interpol e liderou “exército” do tráfico com 120 homens

Dom conseguiu escapar de helicóptero, na véspera da Operação Magnus Dominus, executada pela PF em julho de 2023 | Foto: Reprodução/Redes Sociais

Havia um mandado de prisão em aberto contra Tonho por diferentes crimes, como posse e tráfico de arma de fogo e de drogas e também organização criminosa. Ele estava sendo procurado desde dezembro.

Por causa da periculosidade do criminoso e da possibilidade de tentativa de sua retirada por comparsas de dentro da PF em Ponta Porã, a operação teve apoio da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública do Mato Grosso do Sul no transporte aéreo até a Penitenciária Federal de Campo Grande (MS).

Tonho também é pai de Antônio Joaquim Mendes Gonçalves da Mota, megatraficante conhecido como “Dom” ou “Motinha”, que é procurado pela Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol).

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Dom conseguiu escapar de helicóptero, na véspera da Operação Magnus Dominus, executada pela PF em julho de 2023. O criminoso contava com policiais infiltrados e mercenários, que atuavam em guerras e até no combate a piratas da Somália, segundo as investigações.

Em 2021, Dom comandou um “exército” do tráfico formado por 120 homens armados na fronteira entre o Brasil e o Paraguai. Ele também foi investigado numa operação que confirmou o elo entre o Clã Mota com dois membros do Primeiro Comando da Capital: Sérgio de Arruda Quintiliano Neto, o Minotauro, e seu braço direito, Caio Bernasconi Braga, o Fantasma da Fronteira.

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