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PF prende quadrilha que tentava invadir Pix da Caixa

Grupo teria relação com fraudes financeiras que totalizam R$ 1,2 bilhão

Polícia Federal Carbono Oculto
Carro e agentes da Polícia Federal | Foto: Reprodução/PF

Oito pessoas foram detidas pela Polícia Federal (PF), na madrugada da sexta-feira 12, sob suspeita de integrar uma quadrilha dedicada a crimes cibernéticos, que causou prejuízos ao sistema financeiro nacional. O grupo estaria relacionado a fraudes que totalizam R$ 1,2 bilhão.

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Os agentes surpreenderam os envolvidos em um imóvel, enquanto tentavam acessar irregularmente o sistema do Pix da Caixa Econômica Federal, com o objetivo de desviar valores. No local, encontraram uma estação de trabalho retirada do próprio banco, que proporcionava acesso privilegiado ao sistema interno e às senhas bancárias.

Roubo e transporte de equipamento facilitou ataque

A Caixa responde por 25% das transações diárias via Pix, o que equivale a cerca de 47 milhões de operações | Foto: Reprodução/Glassdoor
Agência da Caixa Econômica Federal | Foto: Reprodução/Glassdoor

Segundo a investigação, o computador havia sido subtraído de uma agência localizada no Brás, no centro de São Paulo. Depois, criminosos o repassaram a outros integrantes do grupo em um veículo. O equipamento foi para outro endereço, onde policiais federais localizou.

Os detidos seriam José Elvis dos Anjos Silva, Fernando Vieira da Silva, Rafael Alves Loia, Marcos Vinícius dos Santos, Klayton Leandro Matos de Paulo, Guilherme Marques Peixoto, Nicollas Gabriel Pytlak e Maicon Douglas de Souza Ribeiro Rocha.

Depois de audiência de custódia, a Justiça Federal converteu as prisões em flagrante em preventivas. Os investigados têm idades entre 22 e 46 anos. As autoridades também apuram o envolvimento do grupo em dois outros grandes desvios financeiros.

Investigações da Polícia Federal em andamento

Entre os crimes atribuídos aos suspeitos, está um ataque ao banco BMP em junho, que resultou em perdas de R$ 800 milhões, e outro mais recente contra uma empresa de tecnologia ligada ao Pix. O prejuízo foi de R$ 400 milhões.

Mensagens que a PF inteceptou revelam que um dos integrantes fez o ataque ao sistema da Sinqia. Segundo o grupo, isso “viabilizou a realização de operações financeiras de Pix”, afirmou a Polícia Federal. Somados, os crimes já causaram ao menos R$ 1,2 bilhão em danos ao setor.

Leia também: “Na contramão da segurança”, reportagem de Fábio Bouéri publicada na Edição 287 da Revista Oeste

As investigações prosseguem para identificar possíveis colaboradores e dimensionar o alcance das fraudes. A Polícia Federal também apura se há participação de funcionários de instituições financeiras nos crimes.

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