A Polícia Federal (PF) começou nesta segunda-feira, 24, a Operação PB82. O objetivo é combater principalmente o contrabando e a venda ilegal de cigarros eletrônicos no Distrito Federal e no Paraná. Estabelecimentos comerciais nas duas regiões estão no alvo das autoridades.
Conforme agentes da PF, os locais ofereciam dispositivos eletrônicos para fumar e acessórios de forma irregular. Há indícios de que os supostos criminosos passaram a importar os produtos diretamente do Paraguai, eliminando assim intermediários na cadeia de fornecimento.
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Polícia Federal: apreensões e escala do contrabando
A operação soma dezenas de mandados de busca e apreensão. Além disso, inclui o recolhimento de centenas de dispositivos e insumos relacionados ao negócio principal. Segundo dados recentes da Receita Federal do Brasil, apenas em 2024 a Polícia interceptou cerca de 5,6 toneladas de cigarros eletrônicos no Aeroporto de Guarulhos.
O trabalho de investigação e apreensão resultou, da mesma forma, no alcance de quase meio milhão de unidades em contêiner no Porto de Santos. A carga tinha valor de aproximadamente R$ 5 milhões. Em operações anteriores, a PF e Receita destruíram milhares de unidades e apreenderam valores sem especificação de marcas em mandados similares.
Danos à saúde e risco social; entenda
Os dispositivos eletrônicos para fumar estão proibidos no Brasil desde 2009 por decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A entidade vetou a sua importação, fabricação e comercialização por representar risco à saúde. O uso desregulado desses produtos pode causar dependência de nicotina e graves lesões pulmonares.
A Operação PB82 insere-se em um esforço mais amplo da Polícia Federal para desarticular redes de contrabando de produtos proibidos. Os agentes investigam rotas vindas diretamente da fronteira com o Paraguai, onde há intensa circulação de produtos eletrônicos para fumar e forte atuação de organizações criminosas.
Leia também: “A vez da segurança pública”, reportagem publicada na Edição 297 da Revista Oeste
O foco é identificar a origem das remessas, desarticular redes de importação e distribuição e responsabilizar todos os envolvidos. A investigação já avançou na coleta de evidências financeiras e de logística de transporte. As autoridades afirmam que novas apreensões devem ocorrer nos próximos dias.
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