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Polícia Federal desarticula esquema de milícias e CV com policiais do Rio

Ação atingiu diretamente agentes militares suspeitos de colaboração com criminosos; entenda

Segundo a Polícia Federal, movimentações não cumpriram regras de autorização | Foto: Divulgação/ PF
Segundo a Polícia Federal, movimentações descumpriram regras de autorização | Foto: Divulgação/PF

Uma ação coordenada da Polícia Federal (PF), nesta quarta-feira, 11, intensificou o combate à infiltração de agentes das forças de segurança do Rio de Janeiro em organizações criminosas. A medida atingiu diretamente policiais militares suspeitos de colaboração com milícias e com a organização criminosa Comando Vermelho (CV).

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Durante a operação, agentes executaram sete ordens de prisão preventiva e sete mandados de busca e apreensão. Os endereços eram no Rio de Janeiro, em Nova Iguaçu e Nilópolis. As medidas contaram com o apoio da Corregedoria da Polícia Militar do Estado.

Decisões do STF ampliam investigações da Polícia Federal

Fachada do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, em alusão à matéria sobre os PMs que aguardam julgamento na Corte; Moraes
Fachada do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília | Foto: Wallace Martins/STF

O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou, ainda, o afastamento imediato dos investigados dos cargos públicos. A Corte, conforme decisão do ministro Alexandre de Moraes, autorizou o acesso aos dados de dispositivos eletrônicos apreendidos, de modo a ampliar o alcance das investigações.

De acordo com a Polícia Federal, no âmbito da Força-Tarefa Missão Redentor II, foram reunidas evidências de que os policiais militares usavam seu posto para favorecer operações de grupos criminosos. Além disso, protegiam lideranças e ocultavam ganhos ilícitos.

“A investigação evidenciou uma estrutura voltada não apenas à facilitação logística para o tráfico e milícias, mas também à blindagem de criminosos e à ocultação do proveito econômico ilícito”, informou a corporação.

Os suspeitos deverão responder por crimes como participação em organização criminosa, corrupção ativa e passiva, além de lavagem de dinheiro.

Leia também: “A turma”, artigo de Rodrigo Constantino publicado na Edição 312 da Revista Oeste

Nesta terça-feira, 10, a Polícia Federal já havia deflagrado a segunda fase da Operação Anomalia. Desta vez, contra policiais civis do Rio de Janeiro e operadores financeiros envolvidos em extorsão contra integrantes do Comando Vermelho, corrupção e lavagem de dinheiro.

Nesse contexto, o STF estabeleceu medidas cautelares. Entre elas, afastamento imediato dos suspeitos, suspensão de atividades empresariais de companhias ligadas ao grupo e bloqueio de recursos financeiros e criptoativos.

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