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Polícia desarticula esquema milionário de venda de 'cogumelos mágicos'

O produto era ofertado em três versões: desidratado, encapsulado ou misturado ao mel

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O núcleo operacional ficava em Curitiba (PR), onde galpões eram usados como laboratórios, com capacidade para produzir até 200 quilos mensais | Foto: Divulgação/PCDF

Uma ação coordenada pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) resultou na prisão de nove suspeitos ligados a uma rede milionária de distribuição de cogumelos alucinógenos, nesta quinta-feira, 4.

A polícia apreendeu mais de 3 mil pacotes do produto, destinados ao comércio via redes sociais. Os investigadores estimam que a organização movimentou R$ 26 milhões em apenas um ano de atuação.

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De acordo com os investigadores, trata-se da maior estrutura já identificada no país dedicada ao cultivo e venda de “cogumelos mágicos”, que contêm psilocibina, substância psicodélica proibida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no Brasil.

As operações policiais ocorreram no Distrito Federal e em outros sete Estados: Paraná, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Pará, Santa Catarina, Espírito Santo e São Paulo.

Os cogumelos eram ofertados em três versões: desidratados, encapsulados ou misturados ao mel.

A polícia apreendeu mais de 3 mil pacotes do produto destinados ao comércio via redes sociais | Foto: Divulgação/PCDF

Grupo usava dropshipping para venda de cogumelos

A Operação Psicose contou com o apoio do Coaf, da Receita Federal e dos Correios, além da utilização de “técnicas especiais de investigação”.

Os agentes cumpriram 19 mandados de busca e apreensão e nove mandados de prisão. Entre os detidos, dois são estudantes universitários no DF.

A Justiça também efetuou o bloqueio de contas bancárias e ativos financeiros vinculados aos investigados, bem como a suspensão de websites e perfis de redes sociais utilizados pelo grupo.

“Durante as diligências, foram localizados locais de cultivo em larga escala, apreendidos equipamentos e veículos e identificadas colaborações ilícitas de agentes públicos que favoreciam a continuidade das atividades criminosas”, disse a PCDF em comunicado.

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As vendas ocorriam por meio do sistema de dropshipping, que permite comércio on-line sem estoque físico próprio.

A investigação revelou que, apesar do cultivo próprio em Brasília, a produção local não atendia à demanda.

O núcleo operacional ficava em Curitiba (PR), onde galpões eram usados como laboratórios, com capacidade para produzir até 200 quilos mensais.

Integrantes do esquema responderão por diversos crimes

Dados apurados entre 2024 e 2025 indicam o envio de 3.718 encomendas para o DF, totalizando mais de 1,3 tonelada de cogumelos.

O grupo patrocinava festivais de música eletrônica para ampliar o acesso aos consumidores e reforçar a marca no meio jovem.

DJs e influenciadores atuavam como promotores, divulgando os cogumelos em eventos e redes sociais.

Os envolvidos responderão por tráfico qualificado, lavagem de dinheiro, participação em organização criminosa, disseminação de espécies nocivas, publicidade abusiva e curandeirismo, conforme informou a PCDF.

Leia também: “Onde o crime organizado não tem vez“, artigo de Fábio Bouéri, publicado na Edição 285 da Revista Oeste

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