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Polícia de São Paulo recuperou 250 celulares por dia no 1º semestre

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, indicadores de roubos e furtos estão em queda contínua

Atuação da Polícia Militar reflete na maior queda de latrocínios dos últimos 25 anos no Estado de São Paulo | Foto: Alex Fernandes/Governo de SP
Em apenas seis meses, cerca de 44,9 mil aparelhos foram recuperados pela polícia | Foto: Alex Fernandes/Governo de SP

Uma estratégia do Governo de São Paulo para recuperar celulares furtados ou roubados vem mostrando resultados consistentes. Em apenas seis meses, 44,9 mil aparelhos foram recuperados pela polícia — média de 250 por dia.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), os indicadores de roubos e furtos de celulares seguem em queda. Entre agosto de 2024 e junho de 2025, foram 241,5 mil ocorrências, contra 259,2 mil no mesmo período anterior.

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Na capital e na Região Metropolitana, a redução foi ainda mais expressiva: no primeiro semestre deste ano, foram 43,7 mil registros de roubo, ante 50,6 mil em 2024 — queda de 13,6%.

A estratégia da Polícia de São Paulo

Celulares roubados apreendidos em junho pela Polícia Civil na capital | Foto: Divulgação/SSP
Celulares roubados apreendidos em junho pela Polícia Civil na capital | Foto: Divulgação/SSP

O resultado é atribuído a um conjunto de ações da Secretaria de Segurança Pública do Estado. A Polícia Civil intensificou o combate ao comércio ilegal de celulares e ampliou a repressão a receptadores, apontados como elo central da cadeia criminosa.

Paralelamente, o programa SP Mobile foi expandido para todo o estado, com o objetivo de cruzar dados de boletins de ocorrência com informações fornecidas pelas operadoras, a partir do número de identificação único dos aparelhos, o IMEI.

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Segundo o delegado Rodolfo Latif, coordenador do programa, a atuação tem caráter multidisciplinar. “Temos estudado, feito testes e realizado ações não só para combater, mas também para devolver esses aparelhos às vítimas”, explicou. Quando um celular roubado é reativado, o usuário é notificado e intimado a comparecer à delegacia. Quem não colabora pode responder a novas medidas de investigação.

Outra frente é a fiscalização de estabelecimentos comerciais. Mais de 4,2 mil lojas já foram vistoriadas, resultando em 899 prisões em flagrante por receptação. Na capital, desde o início da gestão, cerca de 40 mil aparelhos foram recuperados e devolvidos aos donos.

Como funciona o processo de recuperação

O processo de recuperação inclui cinco etapas: extração de dados via IMEI, articulação com operadoras, contato com usuários, formalização do crime em delegacia e convocação da vítima para reaver o celular.

Para as autoridades, além de devolver bens, o modelo envia um recado claro: a receptação deixou de ser um crime lucrativo em São Paulo.

“Essa foi a forma mais eficaz que encontramos de dar respostas à sociedade”, acrescentou Latif. “Sabemos que esse crime aumenta a sensação de impunidade, mas temos feito ações e estudado novas ideias para enfrentar o problema”.

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