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Polícia Civil descarta pai de Vitória como suspeito no assassinato

Agentes avaliaram a hipótese em investigação inicial, mas já descartaram a participação de Carlos Alberto Sousa no crime

Carlos Alberto Souza, pai da adolescente Vitória Regina de Souza
Carlos Alberto Souza, pai da adolescente Vitória Regina de Souza | Foto: Reprodução/Internet

A Polícia Civil de São Paulo informou, nesta segunda-feira, 10, que Carlos Alberto Sousa, pai da adolescente Vitória Regina de Sousa, não é considerado suspeito no caso do assassinato de sua filha, ocorrido em Cajamar, na Grande São Paulo.

O diretor do Departamento de Polícia Judiciário da Macro São Paulo (Demacro), Luiz Carlos do Carmo, afirmou que a investigação de Sousa ocorreu no início das apurações, mas não houve indícios de sua participação. “Não existe investigação contra o pai da vítima”, disse ele, em coletiva de imprensa.

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Carmo explicou que, em casos de homicídio, é prática comum analisar a conduta de pessoas próximas à vítima. Sousa foi investigado, assim como outros indivíduos do círculo familiar, mas logo descartado. O local onde os criminosos mantiveram Vitória em cativeiro antes da morte ainda passará por perícia.

Polícia Civil tem foco em Maicol Sales dos Santos

Maicol Sales dos Santos
Maicol Sales dos Santos é dono do carro presente na cena do crime e está preso | Foto: Reprodução/Internet

O foco das investigações recai sobre Maicol Sales dos Santos, que está com prisão temporária decretada. Seu veículo, um Toyota Corolla, estava na cena do crime e apresentava vestígios de sangue no porta-malas, possivelmente de Vitória. As amostras passarão por exame de DNA, com prioridade nos resultados.

Além disso, testemunhas relataram que Maicol mentiu sobre onde estava na noite do crime. A mulher do suspeito confirmou que ele não dormiu em casa, como havia alegado, mas em outro local. Vizinhos também comentaram a movimentação anormal na casa de Maicol naquela noite, com gritos e tumulto.

Leia também: “Em defesa do crime”, reportagem de Silvio Navarro publicada na Edição 256 da Revista Oeste

A solicitação da prisão temporária ocorreu para aprofundar a coleta de provas, incluindo a análise de dados telemáticos de dez celulares, já autorizada pela Justiça. Algumas testemunhas relataram ter recebido ameaças para mudar suas versões.

Caso Vitória: possibilidade de estupro e outras investigações

Polícia Civil do Estado de São Paulo | Foto: Divulgação/SSP

A investigação também busca determinar se a jovem foi vítima de estupro. Outras duas pessoas continuam sob investigação, incluindo Daniel Lucas Pereira. Apesar de a Justiça ter negado sua prisão, por falta de provas, a polícia mantém o nome do suspeito na investigação.

Imagens no celular de Pereira mostram Vitória em sua residência dias antes do crime. A polícia ainda tenta localizar o celular da vítima, que pode ser crucial para desvendar os detalhes do caso.

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