O cenário de instabilidade política na Venezuela desperta apreensão no comando da Polícia Militar de Roraima. Os agentes locais observam riscos à segurança pública estadual diante da possibilidade de entrada de pessoas armadas ligadas ao regime do ditador Nicolás Maduro.
+ Leia mais notícias de Brasil em Oeste
Receba nossas atualizações
O coronel Overlan Lopes, comandante da PM, destacou que a “preocupação é com pessoas armadas pelo sistema de Nicolás Maduro”. “Ele armou pessoas do regime, traficantes, milicianos”, explicou Lopes, ao jornal O Estado de S. Paulo. “A depender do que acontecer em Caracas, não sabemos se essas pessoas vão resistir ou evadir. Há saídas para a Colômbia e para o Brasil, por Roraima.”
Reforço policial e impactos na fronteira
A fronteira em Pacaraima, onde atuam cerca de cem policiais militares, recebeu mais 50 agentes depois da notícia sobre a captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos. O reforço foi uma resposta imediata diante da tensão na região.
Dados da PM mostram que venezuelanos estão presentes em até 40% das ocorrências registradas no Estado. Roraima abriga aproximadamente 185 mil imigrantes vindos do país vizinho, volume que representa 20% da população local, e sente de forma direta os impactos dessa crise migratória.
Leia também: “No fim e no começo de tudo, é a economia”, artigo de Adalberto Piotto publicado na Edição 303 da Revista Oeste
Grande parte dos venezuelanos que permanecem no Estado atua em empregos informais e possui baixa qualificação profissional. Enquanto isso, os que apresentam maior preparo buscam oportunidades em cidades do sul e sudoeste do Brasil.
Governo Lula vai indenizar Roraima por migração

Um termo de conciliação firmado entre a União e Roraima estabelece o pagamento de R$ 115 milhões ao estado como compensação por despesas geradas pela migração da Venezuela. O acordo foi assinado em 19 de dezembro de 2025 e encerra uma ação protocolada em 2018 no Supremo Tribunal Federal (STF).
O repasse ainda depende de homologação do relator do caso, o ministro Luiz Fux. Não há data definida para o desembolso. O cronograma ficará condicionado à disponibilidade orçamentária e financeira do governo federal.
A indenização cobre gastos assumidos pelo estado em diferentes áreas. O governo destinou R$ 63 milhões à segurança pública. A saúde receberá R$ 36 milhões. A educação ficará com R$ 10 milhões. Outros R$ 6 milhões irão para o sistema prisional.






































Entre ou assine para enviar um comentário.
Você precisa de uma assinatura válida para enviar um comentário, faça um upgrade aqui.