publicidade
Brasil

Plano de socorro aos Estados vai para sanção presidencial

Senado acatou as mudanças feitas pela Câmara, e economia com congelamento de salário dos servidores irá cair de R$ 93 bilhões para R$ 43 bilhões

Jefferson Rudy/Agência Senado

Senado acatou as mudanças feitas pela Câmara, e economia com congelamento de salário dos servidores vai cair de R$ 93 bilhões para R$ 43 bilhões

O Senado bateu o martelo e aprovou, por 80 votos a zero, o projeto que prevê ajuda financeira da União a Estados e municípios para tentar reduzir os impactos causados pela crise do coronavírus. Como o texto já foi aprovado pela Câmara dos Deputados, seguirá para sanção do presidente Jair Bolsonaro.

Receba nossas atualizações

Segundo o texto, a União vai transferir diretamente a Estados e municípios R$ 60 bilhões, divididos em quatro parcelas mensais. Os recursos, conforme a proposta, serão repartidos da seguinte forma:

  •  R$ 50 bilhões: compensação pela queda de arrecadação (R$ 30 bilhões para Estados e Distrito Federal; R$ 20 bilhões para municípios);
  • R$ 10 bilhões: ações de saúde e assistência social (R$ 7 bilhões para Estados e Distrito Federal; R$ 3 bilhões para municípios).

O projeto ainda suspende as dívidas de Estados e municípios com a União, inclusive os débitos previdenciários parcelados pelas prefeituras e que venceriam neste ano. Esse ponto pode gerar um impacto de R$ 60 bilhões à União.

Mudanças

Para repassar o montante aos entes federativos, os parlamentares colocaram como contrapartida a proibição de aumento de salários de servidores municipais, estaduais e federais até dezembro de 2021. Essa regra não permite a criação de bônus como os de desempenho, por exemplo. O texto veda qualquer iniciativa que gere aumento de despesas, desde criação de cargos e funções até a realização de concursos.

Durante a primeira votação do projeto no Senado, parlamentares excluíram da regra de congelamento de remunerações os servidores civis e militares que atuam diretamente no combate à pandemia de Covid-19. Ficaram de fora da proibição, portanto, funcionários públicos das áreas da saúde, da segurança e os das Forças Armadas desde que trabalhem na contenção do coronavírus.

Essa medida, de acordo com a equipe econômica, se virasse lei, geraria economia de R$ 93 bilhões. A Câmara, porém, em votação ontem, terça-feira 5, incluiu mais categorias, o que reduziu a economia para R$ 43 bilhões.

Relator da matéria, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), apresentou hoje novo relatório, em que acata parcialmente as sugestões dos deputados. O parecer libera o reajuste de salário para servidores da Polícia Federal (PF), Polícia Rodoviária Federal (PRF), guardas municipais, trabalhadores da educação pública como professores, agentes socioeducativos, profissionais de limpeza urbana, funerários e de assistência social.

Mesmo com a incorporação dessas categorias, só poderão receber aumento os servidores que estejam na linha de frente do combate à pandemia.

A proposta suspende os prazos de validade de todos os concursos públicos homologados até 20 de março. Os prazos voltam a correr após o término do período de calamidade pública. “A suspensão abrange todos os concursos públicos federais, estaduais e municipais, bem como os da administração direta ou indireta, já homologados”, esclarece o texto.

Leia mais sobre:

6 comentários
  1. Marcelo Gurgel
    Marcelo Gurgel

    Além das que já pagamos, vamos pagar também essa conta. Lamentável.

  2. FranEndireitaBR
    FranEndireitaBR

    A corja dos parlamentares conseguiu o que queria…a esbórnia com o dinheiro público (vejam o caso de Araraquara), e agora nos resta ver as consequências para as finanças e o equilíbrio fiscal….! O único ponto positivo é que pode ser que isso sirva para o “estupido” do eleitor brasileiro perceber que precisa votar direito em deputados e senadores…sem essa corja não se governa. Talvez aprendam, que quando se vota, não adianta votar para Presidente em um cara de direita como Bolsonaro e para o parlamento…ora ora…pega um santinho na rua e vota em qualquer um! Grande parte dos brasileiros acha que o presidente pode tudo, manda em tudo…e na verdade não pode quase nada, vejam o que o parlamento acaba de aprovar…o governo federal vai ter que pagar o prejuízo que os estados e municípios se auto inflingiram, a despeito de o governo federal não concordar com a estratégia, ou seja, tentam tirar o deles da reta, gastar à vontade (põe na conta do flango flito)…e quem paga a festa deles ? NÓS…
    APRENDE BRAZUCADA

  3. Jose Angelo Baracho Pires
    Jose Angelo Baracho Pires

    Na verdade, nós POVO temos que acompanhar e exigir claridade na utilização dos recursos, exigindo que cada prefeito mantenha informado seus munícipes, com ferramentas eletrônicas, planilhas etc.
    Recado a Bolsonaro e Guedes: Nenhum problema em nomear indicados do CENTRÃO. Nos apresentem as qualificações dos candidatos e pronto. Tem mesmo q haver a harmonia bem falada oelo Tofoli ontem. É que a FISCALIZAÇÃO esteja em mãos de técnicos responsáveis, que não os mesmos que aparelharam o ESTADO, pelo menos nos últimos 20 anos. Pois se não incompetentes, provaram ser omissos. É aí, ñ adianta prender, com ou sem CARTA Frankenstein, ñ tem cadeia como a de Curitiba.

  4. Jose Angelo Baracho Pires
    Jose Angelo Baracho Pires

    Comunistas dando o respiro final, como perus de véspera. Tenho 66 anos e dó tenho dos meus filhos e netos, e felizes estarão sempre filhos e bastardos do “mecanismo”, banqueiros que emprestam a juros exorbitantes, frigoríficos, etc. Não sei não se haverá grana pra pagar aposentadorias e o funcionalismo público, estes mesmos que hoje compõe a tal “resistência” anunciada pelo “Andrade”, propalada pela imprensa vermelha, cujo patrono é Ze Dirceu: “Perdemos o governo, mas NUNCA o PODER”. Resta ao nosso governo FISCALIZAÇÃO RIGOROSA DOS GASTOS.

  5. Rodrigo Noel De Oliveira
    Rodrigo Noel De Oliveira

    Nenhuma notícia sobre a nomeação de Fernando Leão? Esqueceram ou não quiseram lembrar?

  6. Maria Regina Ferreira Da Luz
    Maria Regina Ferreira Da Luz

    E o Governo se lascando em prol dos IRRESPONSÁVEIS e CORRUPTOS que governam os estados, triste…

Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade