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PGR afasta subprocurador que deu desconto de R$ 6,8 bi à J&F

Ronaldo Albo concedeu desconto bilionário em multa de acordo de leniência

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Sede da PGR, que afastou subprocurador-geral que concedeu desconto à J&S | Foto: Josue Marinho/Wikipedia Commons

A Procuradoria-Geral da República (PGR) afastou o subprocurador-geral Ronaldo Albo do cargo de chefia da 5ª Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público Federal (MPF).

Albo é alvo do inquérito administrativo disciplinar da corregedoria-geral do MPF. Ele concedeu um desconto de R$ 6,8 bilhões na multa prevista no acordo de leniência do grupo J&F.

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Durante o afastamento, o subprocurador-geral Alexandre Camanho substituirá Albo. Apesar disso, ele seguirá como membro do colegiado.

Em junho, Camanho se posicionou contra o desconto bilionário da J&F. No entanto, teve o voto anulado por Albo em uma manobra para atender aos interesses dos sócios da empresa.

PGR reduz multa da J&F

A holding J&F, controladora do frigorífico JBS, fechou um acordo de leniência em 2017 com o MPF. 

O grupo tinha sido condenado a pagar uma multa de R$ 10,3 bilhões por pagarem propina para ter vantagens e viabilizar negócios. Essa foi a maior pena já aplicada no mundo por meio de um acordo de leniência.

A JBS emprega 260 mil colaboradores no mundo inteiro | Foto: Divulgação

No entanto, em agosto, o procurador-geral Ronaldo Albo decidiu reduzir o valor da multa, para R$ 3,53 bilhões.  A redução da multa do acordo de 2017 provocou uma crise interna no Ministério Público.

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O Conselho Institucional da PGR chegou a suspender a redução da multa, que havia passado de R$ 10,3 bilhões para R$ 3,53 bilhões por um placar de 17 votos a 2.

Entretanto, o procurador-geral da República Augusto Aras derrubou a deliberação do conselho em 27 de setembro. Dessa forma, o desconto voltou a valer.

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O processo de redução, que ocorreu na última semana de forma sigilosa, também excluiu do acordo de leniência os fundos de pensão Petros e Funcef, além da Caixa Econômica Federal e do BNDES. Ambos deixariam de receber compensações financeiras pelos esquemas de corrupção orquestrados pelo grupo.

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3 comentários
  1. Antonio Carlos Neves
    Antonio Carlos Neves

    Essa delação forjada por Janot, homologada por Fachin premiou o criminoso Joesley a sair do pais com familia, bens, cachorros e outros bichos. A coisa mais escandalosa do mundo. Esse farsante Joesley gravou conversas com Temer e Aécio e não o fez com Lula, Dilma e outros que ele próprio denunciou ter enviado PROPINA para o exterior. A coisa foi tão escandalosa para derrubar Temer e condenar Aécio, que houve PROCURADORES que atuaram com o Joesley (JBS) na forjada denuncia.
    Neste nosso pais, essa gente anda livre, leve e solta e financeiramente mais prospera, enquanto inocentes democratas patriotas estão sendo condenados em última instância (STF) a penalidades maiores que de traficantes, assassinos de crimes hediondos.
    Que democracia é esta?

  2. Daniel BG
    Daniel BG

    Que o valor seja pago integralmente. Que escândalo estarmos novamente sob o poder desse governo corruPTo. E não podemos dizer que HOUVE FRAUDE NAS URNAS!

  3. Idílio Mariani Júnior
    Idílio Mariani Júnior

    Eis o nosso setor público! No Brasil o crime compensa. Quem tem mesmo que um pouco de moral, e é honesto fica envergonhado, mas nada muda. A pátria é saqueada a todo momento em bilhões e bilhões, seja numa manobra dessas, seja por compra de votos com nome de emendas parlamentares, onde o roubo pela compra de voto, é oficializado pelo comprado. Seja pelo calar da oposição devido a perseguição de um diminuto supremo, que se torna um ditador, investigando, acusando, prendendo, desmonetizando, legislando… mas sempre dois pesos e duas medidas, protegendo um lado e perseguindo outro. A força do sistema é muito, mas muito grande. E diante do calar de pessoas muito bem preparadas como a cúpula das forças armadas, eles se criam, ante a um povo atônito e despreparado para reagir. TRITE BRASIL

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