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PF resgata imigrantes africanos em condições precárias em navio no RJ

Embarcação partiu do Senegal no dia 4 de agosto com cinco pessoas escondidas; os próprios tripulantes relataram o caso à polícia

PF em resgate de imigrantes africanos em condições precárias em navio no RJ
Navio maltês estava na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro | Foto: Reprodução/YouTube/CNN Brasil

A Polícia Federal (PF) resgatou cinco imigrantes africanos em um navio cargueiro de bandeira maltesa ancorado na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro. A embarcação havia partido do Porto de Dacar, capital do Senegal, em 4 de agosto, e os imigrantes foram descobertos pelos tripulantes no último sábado, 17.

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Originárias de Conakri, capital da Guiné, essas pessoas estavam em condições precárias de saúde. Os tripulantes relataram que eles estavam escondidos perto do bagageiro e que não sabiam se estavam ingerindo alimentos ou água.

Devido à situação, os imigrantes receberam autorização para o desembarque condicional no Brasil. Entre os cinco, dois são menores de idade, com 16 e 17 anos.

Adolescente contou à PF que deixou irmãos em Guiné

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Um dos imigrantes expressou à PF interesse em refúgio no Brasil | Foto: Divulgação/Polícia Federal

O jovem de 16 anos relatou que deixou um irmão de 11 anos cuidando de outros quatro irmãos menores em casa. Os pais teriam morrido em uma explosão que matou 400 pessoas em Guiné. Segundo a PF, eles viajaram até o país de origem da embarcação por três dias, em um caminhão de carga clandestino.

Leia também: “Os exilados políticos do 8 de janeiro”, reportagem de Carlo Cauti publicada na Edição 229 da Revista Oeste

Um dos imigrantes expressou interesse em refúgio no Brasil. A embarcação recebeu inspeção da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em razão de suspeitas de infecção por malária em um dos tripulantes e em um dos imigrantes. O órgão não confirmou a presença da doença.

A seguradora do navio assumiu a responsabilidade pelos cuidados dos imigrantes. Eles foram para um hotel, onde aguardam a continuidade dos procedimentos legais.

Leia mais: “A agonia venezuelana”, reportagem de Cristyan Costa publicada na Edição 229 da Revista Oeste

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