A Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Benaia na manhã desta terça-feira, 2, para desarticular um esquema de lavagem de dinheiro comandado por um ex-chefe da Receita Federal em Itajaí (SC). O servidor público federal recebeu pelo menos R$ 2 milhões em propinas para beneficiar um grupo de empresários dentro do terminal alfandegário. A Justiça Federal determinou o afastamento imediato do servidor de qualquer função pública e autorizou o bloqueio de seus bens.
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Os agentes federais saíram às ruas para cumprir 24 mandados de busca e apreensão em diversas cidades dos Estados de Santa Catarina e São Paulo. O principal alvo da investigação usava o cargo de comando no porto catarinense para liberar mercadorias importadas de forma ilegal e acelerar a tramitação de processos de interesse dos criminosos. O auditor utilizou o posto de chefia para desenhar facilidades operacionais no porto a pedido dos empresários que pagavam os subornos.
Empresas em nome de parentes ocultavam propina
Os investigadores descobriram que o servidor público abriu uma rede de empresas registradas em nome de seus próprios familiares. O investigado utilizava essas contas jurídicas para esconder os valores recebidos de forma ilegal e dar uma aparência de legalidade ao enriquecimento patrimonial da família. A farsa contábil ruiu logo que os analistas da PF cruzaram a movimentação bancária com as decisões alfandegárias do ex-chefe.
A Receita Federal enviou fiscais para acompanhar as buscas em endereços comerciais e residenciais com o objetivo de auditar os documentos sonegados. Os policiais federais recolheram computadores, mídias digitais e arquivos de escritórios localizados em Campinas, Guarulhos, Paulínia e na capital paulista. A PF quer usar o material apreendido para rastrear o destino final do dinheiro e identificar outros servidores públicos envolvidos no caso.
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