A Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram nesta quarta-feira, 24, a Operação Sempiternus, com o objetivo de combater desvios de verba na gestão do Fundo de Saúde de Araguaína (TO). As irregularidades ocorriam a partir da subcontratação de empresas ligadas aos dirigentes de uma organização social (OS), as quais não prestavam os serviços contratados ou forneciam os bens e serviços adquiridos em quantidades ou formas inferiores às previstas em contrato. Segundo a CGU, a partir de outra operação, a Imhotep, de 2019, começou um trabalho de acompanhamento do contrato firmado pela Secretaria de Saúde de Araguaína (TO), a partir de dispensa de licitação, com o instituto responsável pela gestão hospitalar do município. As análises identificaram, dentre outras irregularidades, que a organização social subcontratava empresas ligadas a seus dirigentes para prestação de serviços como assessoria, consultoria, apoio à gestão, controle interno e governança corporativa, os quais, na prática, em alguns casos, não foram prestados. “A investigação apurou que, somente entre os anos de 2018 e 2020, há indícios consistentes de malversação de valores que atingem o montante de R$ 6,7 milhões”, informou a CGU. “Além disso, constatou-se que a OS também mantém contratos com o governo do Tocantins, assim como operacionaliza outras unidades de saúde em diferentes Estados, como Alagoas, Bahia e Pará”, concluiu.
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Com informações da Agência Brasil






































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