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Petroleiros aprovam novo acordo coletivo e suspendem greve nacional

O pacto negociado contempla pagamento de abono e reajustes nos vales alimentação

Os benefícios estabelecidos atingem petroleiros em atividade, aposentados, pensionistas e terceirizados | Foto: Divulgação/PPSA
Os benefícios estabelecidos atingem petroleiros em atividade, aposentados, pensionistas e terceirizados | Foto: Divulgação/PPSA

A aprovação do novo Acordo Coletivo de Trabalho por parte dos petroleiros de 13 dos 14 sindicatos ligados à Federação Única dos Petroleiros (FUP) levou à suspensão da greve nacional em quase todas as bases, conforme comunicado divulgado nesta sexta-feira, 26.

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O pacto negociado contempla pagamento de abono, reajustes nos vales alimentação e refeição, auxílio alimentação mensal e cortes nos custos de deslocamento. Também estão incluídas melhorias relacionadas ao ambiente de trabalho, saúde, segurança, assistência à saúde, anistias, ajustes regionais e monitoramento de contratos.

Impacto do acordo dos petroleiros

Os benefícios estabelecidos atingem trabalhadores em atividade, aposentados, pensionistas e terceirizados. No campo previdenciário, a Petrobras firmou carta-compromisso. O objetivo é buscar uma solução definitiva para os Planos de Equacionamento de Déficits, sob acompanhamento do Tribunal de Contas da União.

A FUP destacou em nota que “foi criado um fórum permanente para discutir temas como transição energética justa, o fortalecimento do Sistema Petrobras e o papel das subsidiárias”.

A entidade explicou ainda que a aprovação do acordo coletivo impediu a abertura de um dissídio coletivo no Tribunal Superior do Trabalho. A medida, segundo a federação, “poderia colocar em risco cláusulas negociadas e cartas-compromisso firmadas com a companhia”.

Rejeição no Norte Fluminense e reivindicações locais

Somente o Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense manteve a paralisação. Os integrantes rejeitaram o acordo em assembleia realizada nesta sexta-feira, 26. A FUP afirmou que “respeita a decisão e continuará apoiando os trabalhadores locais nas negociações para encerrar a paralisação”.

Leia mais: “A pressão de Alcolumbre para destravar a exploração de petróleo na Margem Equatorial”, coluna de Carlo Cauti publicada na Edição 255 da Revista Oeste

O Sindipetro NF entende que as propostas não contemplam as principais demandas aprovadas nas assembleias.

“Petrobras apresentou avanços pontuais, como a discussão sobre os descontos dos dias parados, a incorporação dos trabalhadores da Transpetro à Petrobras na base de Cabiúnas e o adicional de dutos”, declarou a entidade. “No entanto, o sindicato avalia que as propostas são insuficientes para atender às reivindicações aprovadas democraticamente pela categoria.”

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