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'Petista não é bem-vindo': MP obriga frigorífico a retirar cartaz

Juiz estipulou multa diária de R$ 1 mil e argumentou que frase cria 'tratamento hostil' a consumidores

Cartazes com a inscrição vetada pela Justiça (à esq.) e a nova colocada por açougue de Goiânia | Foto: Reprodução/Redes sociais
Cartazes com a inscrição vetada pela Justiça (à esq.) e a nova colocada por açougue de Goiânia | Foto: Reprodução/Redes sociais

Depois de cumprir uma ordem judicial para retirar cartazes considerados discriminatórios, o Frigorífico Goiás voltou a chamar atenção ao exibir novo anúncio em sua loja: “Ladrão aqui não é bem-vindo. Quem apoia ladrão também não”.

A mensagem foi publicada em vídeo nas redes sociais na terça-feira 30, mostrou quando o proprietário, Leandro Batista Nóbrega, substitui o antigo cartaz pela nova frase. A decisão do Ministério Público de Goiás (MP-GO) determinou a remoção de qualquer mensagem que sugerisse discriminação por convicção político-partidária.

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O juiz estipulou multa diária de R$ 1 mil, limitada a R$ 100 mil, caso a determinação fosse desrespeitada. O MP-GO argumentou que frases como “Petista aqui não é bem-vindo” e “Não atendemos petista”, exibidas anteriormente, criavam tratamento hostil a consumidores por motivos políticos.

Frigorífico de Goiás sofre perseguição política, diz defesa

Em nota, o advogado Carlos Olivo, representante do Frigorífico Goiás, informou que a empresa acatou integralmente a decisão judicial. Ele declarou ainda que o novo cartaz não tem caráter político nem discriminatório. A defesa também informou que o estabelecimento sofre perseguição de adversários políticos, os quais, segundo o advogado, responderão por seus atos quando for oportuno.

O proprietário explicou ao portal g1 que nunca proibiu a entrada de clientes por motivos políticos, religiosos nem esportivos e afirmou que “todos os clientes são muito bem tratados”. Ele ressaltou que o cartaz inicial foi removido antes mesmo da decisão judicial.

O vídeo da substituição do anúncio gerou reações diversas nas redes sociais, com alguns internautas que criticaram a postura e outros que aprovaram a promoção de picanha vinculada à nova mensagem.

Novos pedidos do Ministério Público

O Ministério Público solicitou ainda que o frigorífico seja obrigado a retirar qualquer mensagem discriminatória e a pagar indenização de pelo menos R$ 300 mil por dano moral coletivo, além de publicar nota de retratação em jornal de grande circulação. O processo segue em andamento, e a decisão judicial permite recurso.

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2 comentários
  1. Adail da Costa Leite Filho
    Adail da Costa Leite Filho

    Dizer que derrotamos o bolsonarismo pode.
    2026 esta ai e não há indicio de metodologia de voto confiável. A esquerda e o sistema comandado pelo STE sabe tudo de algoritmos não confiáveis. ONDE ESTA O VOTO IMPRESSO?

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