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Brasil

Petista deixa superintendência do Iphan depois de denúncias de assédio moral

Filiado do PT chegou a chamar uma técnica de 'parasita' durante reunião

petista assédio moral
Superintendência do Iphan Goiás | Imagem: Iphan-GO/Reprodução

O chefe da superintendência do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) em Goiás foi denunciado por assédio moral. Pedro Wilson, que já foi deputado federal pelo PT, pediu exoneração do cargo de chefia do Iphan. O petista deixou suas funções nesta semana.

Wilson também já ocupou o cargo de ex-prefeito de Goiânia. Ele foi indicado pelo PT para atuar na superintendência do Iphan, assumindo o cargo em maio de 2023.

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A saída do petista das funções públicas acontece depois de denúncia de assédio moral contra servidores. De acordo com o portal Metrópoles, o ex-servidor também era investigado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), que entendeu pela veracidade das denúncias e apresentou, em fevereiro, um termo de ajuste de conduta.

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Pedro Wilson pediu exoneração do Iphan | Imagem: Redes sociais/Reprodução

Denúncia de assédio moral contra petista

De acordo com relatos dos próprios servidores, Wilson chamou uma técnica de “parasita” durante uma reunião. Porém, ele nega que tenha praticado assédio moral contra funcionários públicos; e afirma ter deixado o Iphan a fim de cuidar de assuntos pessoais. Conforme o Metrópoles, o clima era de guerra entre os servidores do Iphan e o petista.

No dia 29 de fevereiro, o Iphan e a superintendência em Goiás fizeram considerações sobre o termo de ajuste de conduta, conforme o MPT. Nesse mesmo dia Pedro Wilson pediu exoneração. Sua saída será considerada na versão final do termo.

“Cabe destacar que o cargo de superintendência do Iphan em Goiás não é mais ocupado pelo senhor Pedro Wilson, fato esse que está sendo levado em consideração na versão final do TAC a ser contraposto pelo MPT-GO ao referido superintendente e à direção nacional do Instituto”.

Trecho da nota oficial sobre o caso.

O MPT destaca que dois termos de ajuste de conduta foram propostos: um para o petista e outro para o presidente do Iphan, Leandro Grass. O termo é extrajudicial e prevê multa em caso de descumprimento da sentença outorgada .

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Segundo José do Carmo Siqueira, advogado do petista denunciado por assédio moral, o caso está em sigilo — ele não pode falar sobre o assunto. O advogado salienta que a saída de Wilson da superintendência foi uma decisão pessoal.

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