publicidade
Brasil

Perfuração no solo causou rompimento de barragem em Brumadinho, afirma PF

A catástrofe resultou na morte de 270 pessoas em janeiro de 2019

Brumadinho MG 01 02 2019 Bombeiros que trabalham nas buscas em Brumadinho, nos arredores de Belo Horizonte, fizeram hoje por volta das 12h40 uma cerimonia de homenagem as vitimas e familias atingidas pelo rompimento da barragem de rejeito da Mina do corrego do feijão foto Bombeiros MG

Uma perfuração em um local sensível foi o gatilho para a liquefação dos rejeitos minerais da barragem B1, da Vale, na mina Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG), em janeiro de 2019. A conclusão é da Polícia Federal (PF) de Minas Gerais, que ontem, sexta-feira 26, anunciou a conclusão da perícia que investigou as causas do acidente que resultou na morte de 270 pessoas. A Vale informou, em nota, que tomou conhecimento da conclusão da perícia e vai avaliar o teor do laudo. Futuras manifestações serão feitas nos autos pelo advogado da empresa, David Rechulski.

De acordo com a PF, cinco dias antes do rompimento da barragem, funcionários começaram a perfurar uma área de sua parte inferior para avaliar o solo e implantar piezômetros (equipamento usado para monitorar o nível de água no solo) e inclinômetros (para monitorar a inclinação do solo). O fluido usado no resfriamento da coroa da sonda de perfuração dobrou a pressão de água no local, que já era sensível, provocando a liquefação, disse o policial federal Leonardo Mesquita de Souza. “Uma perfuração como essa é corriqueira em obras de grande porte, mas a barragem tinha um fator de segurança muito baixo, de 9%, quando o mínimo aceitável é 30%, afirmou. O delegado Luiz Augusto Nogueira disse que a polícia agora identificará a responsabilidade das empresas e pessoas que trabalharam na perfuração para a colocação dos equipamentos de monitoramento.

Receba nossas atualizações

A conclusão da PF é diferente da conclusão de um grupo de especialistas independentes contratados pela Vale. O grupo de profissionais concluiu que o rompimento ocorreu de forma abrupta e sem sinais prévios aparentes, que pudessem ser detectados pelos instrumentos de monitoramento geotécnico usualmente empregados pela indústria de Mineração mundial.

Leia também: “Multa bilionária da Vale será revertida em obras e metrô em MG”

Com informações do Valor Econômico

Leia mais sobre:

0 comentários
Nenhum comentário para este artigo, seja o primeiro.
Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade