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'Pegou meu dinheiro para encomendar o assassinato da minha filha', diz Gilberto Cattani

Deputado afirma que pagou R$ 4 mil a Romero Xavier, seu ex-genro, por um trabalho feito em sua propriedade

A polícia afirma que Raquel Catani, filha do deputado estadual Gilberto Cattani, foi morta a facadas, em sua propriedade | Foto: Divulgação/Assembleia Legislativa do Mato Grosso
Deputado estadual Gilberto Cattani: resposta a desembargador que defende assistência a presos em MT | Foto: Divulgação/Assembleia Legislativa do Mato Grosso

O deputado estadual Gilberto Cattani (PL-MT) afirmou, na terça-feira 6, ter pago R$ 4 mil a Romero Xavier, seu ex-genro, antes de este último encomendar a morte de Raquel Cattani, filha do parlamentar. 

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A quantia foi a mesma usada por Romero Xavier para pagar seu irmão, Rodrigo Xavier, citado como executor do crime. 

“Tinha um acerto para fazer com ele, em dinheiro”, afirmou o deputado, em entrevista à TV Vila Real. “E o fiz no mesmo dia do crime. Esse acerto era de R$ 4 mil de uma cerca que ele me havia feito. Depois, soube pela polícia que o acerto com o irmão era de R$ 4 mil. Ou seja, pegou meu dinheiro para encomendar o assassinato de minha filha.” 

Uma pessoa próxima ao deputado encontrou o corpo de Raquel Cattani em 19 de julho, em Nova Mutum, a 269 km de Cuiabá, em Mato Grosso.

Filha de Gilberto Cattani foi morta em sua propriedade

A polícia afirma que o assassino a matou a facadas, em sua propriedade. Ainda de acordo com os agentes, o executor do crime teria montado a cena na residência, para que parecesse um latrocínio (roubo seguido de morte).

O corpo de Raquel Cattani foi encontrado em 19 de julho, em sua propriedade, em Mato Grosso | Foto: Reprodução/Redes sociais
O corpo de Raquel Cattani foi encontrado em 19 de julho, em sua propriedade, em Mato Grosso | Foto: Reprodução/Redes sociais

Além disso, o parlamentar disse que levou Romero Xavier para dentro de sua casa, depois do crime. 

Ex-genro do deputado estava fora da cidade no momento do crime 

No começo das investigações, Romero Xavier se apresentou espontaneamente para prestar depoimento à polícia. Na ocasião, os investigadores descartaram a participação do ex-genro de Gilberto Cattani no crime — ele estava fora da cidade no momento do assassinato. 

“No período da noite, foi a três boates em Tapurah (MT) para reformar o álibi de que estaria fora da cidade”, explicou a polícia. “Assim, não seria considerado o principal suspeito.” 

Os dois irmãos vão responder por homicídio triplamente qualificado. A Polícia Civil enviou o inquérito na segunda-feira 5, ao Ministério Público e ao Poder Judiciário Estadual. 

No momento, eles estão presos preventivamente. Além do homicídio, a dupla vai responder por feminicídio, promessa de recompensa e emboscada com recurso que dificultou a defesa da vítima. 

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