As aquisições no setor da saúde estão diminuindo o número total de operadores de planos no setor, segundo os dados do Conselho Administrativo de Defesa de Concorrência (Cade).
Em nove anos, a queda foi de 47% (2011–2020). A Agência Nacional de Saúde Suplementar encerrou 2020 com registro de 711 empresas no país.
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Nesses casos, a verticalização — quando uma operadora de plano de saúde compra hospitais — tem sido o ponto central, identificado em 51% deles.
Para a Associação Brasileira de Planos de Saúde, a oferta de produtos aumentou, mesmo com a redução no número de operadoras.
Segundo mostrou o jornal Valor Econômico, a tendência é que o Cade se torne mais rigoroso nas análises, pois o mercado está cada vez mais concentrado e a expectativa é que mais operações ocorram neste ano.
Além disso, na autarquia, existe a discussão se a verticalização pode restringir a competição no mercado e dificultar a entrada de novas empresas ou que clínicas já estabelecidas conseguem continuar atuando.
Em entrevista a Oeste, o médico José Geraldo Barbosa Jr, que atua na área de Gestão de Valor em Saúde, acredita que, por um lado, a concentração de beneficiários pode reduzir a concorrência no setor. Entretanto, “por outro lado, mantém no mercado as operadoras que possuem lastro para bancar o crescente aumento dos custos médico-hospitalares”, observou.
Segundo ele, a verticalização permite a criação de linhas de cuidado com foco na atenção primária de atendimento. “A aquisição de hospitais e centros ambulatoriais pelas operadoras, sem dúvida, é bom para os beneficiários”, avaliou.
Em 2020, havia cerca de 47 milhões de beneficiários de planos no país.
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