Uma operação policial na zona norte de São Paulo realizada nesta sexta-feira, 3, resultou na prisão de um dos principais fornecedores de insumos para falsificação de bebidas. A ação buscou desarticular esquemas de comercialização de produtos adulterados e revelou a utilização de dois imóveis como base para armazenamento e distribuição do material.
O suspeito detido, segundo o Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), fornecia garrafas, tampas, rótulos, caixas e selos falsos de Imposto sobre Produtos Industrializados. Esses itens eram usados para simular a autenticidade de bebidas e abasteciam diversas regiões do Estado, com destaque para o interior paulista.
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De acordo com a investigação, o homem estruturou uma rede para adquirir garrafas usadas, que passavam por lavagem antes de receber rótulos, tampas e selos falsificados, além de caixas semelhantes às originais. A polícia também identificou o uso de prensas para envase dos produtos e apreendeu centenas de garrafas e milhares de itens destinados à fraude.
Determinei que a Secretaria da Fazenda cancele, de forma cautelar, a inscrição estadual de todos os estabelecimentos flagrados vendendo bebidas falsificadas, adulteradas ou sem nota fiscal. Em São Paulo, faremos tudo para proteger a saúde, fazer cumprir a lei e garantir segurança…
— Tarcísio Gomes de Freitas (@tarcisiogdf) October 3, 2025
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O trabalho da Polícia Civil segue com o objetivo de identificar outros participantes do esquema, incluindo gráficas responsáveis pela produção dos rótulos, fabricantes de tampas e envolvidos no envase. O suspeito foi autuado por crimes contra a propriedade industrial e contra as relações de consumo.
Polícia prende comerciante de bebidas com nota fiscal falsa
Em outra ação, nesta quinta-feira, 2, policiais civis do 49º Distrito Policial flagraram uma comerciante de 47 anos com mais de duas mil garrafas de gim sem nota fiscal, no Jardim Rodolfo Pirani, zona leste da capital paulista. Na abordagem, a mulher apresentou uma nota fiscal falsa aos agentes.
Durante a apreensão, foram recolhidas garrafas de diversas marcas, notas fiscais irregulares e a chave do caminhão usado para o transporte. A perícia coletou amostras, lacradas e encaminhadas ao Instituto de Criminalística para análise de adulteração das bebidas.
O registro do caso no 49º Distrito Policial de São Mateus inclui falsidade ideológica, apreensão do veículo e da carga. A comerciante segue à disposição da Justiça, enquanto as investigações continuam. A Polícia Federal também tem uma investigação em curso contra fábricas clandestinas de bebidas em São Paulo.
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