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O destino das drogas apreendidas em São Paulo; confira

Material passa por pesagem, perícia e custódia até ser destruído sob supervisão de órgãos oficiais

Agente policial transporta entorpecentes: somente em 2024, autoridades paulistas apreenderam mais de 208 toneladas em drogas | Foto: SSP/Divulgação
Agente policial transporta entorpecentes: somente em 2024, autoridades paulistas apreenderam mais de 208 toneladas em drogas | Foto: SSP/Divulgação

Em São Paulo, as toneladas de entorpecentes apreendidas têm um destino final: a incineração. Com exceção das drogas líquidas, como o lança-perfume, todo o material sólido segue um trâmite rigoroso até a destruição. O processo só ocorre mediante autorização judicial. A medida visa assegurar principalmente que o entorpecente não volte ao mercado ilegal.

Conforme a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP/SP), depois da apreensão pelas forças de segurança, as drogas seguem para o Departamento Estadual de Prevenção e Repressão ao Narcotráfico (Denarc). No local, passam por um protocolo que inclui o registro de entrada, pesagem obrigatória, lacração e registro fotográfico, garantindo assim a cadeia de custódia do material.

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Drogas: incineração evita desvios e novos crimes

Depois da pesagem, o entorpecente vai para o Instituto de Criminalística para a realização da perícia. Desse modo, o material permanece custodiado até que o aval judicial autorize a sua destruição. Por motivos de segurança, todo o processo deve ser rápido para evitar sobretudo riscos de desvio ou tentativas de resgate por traficantes.

“A incineração das drogas é fundamental para afastar o risco de desvios ou tentativas de resgate por criminosos, garantindo que o material não volte ao mercado”, afirma o diretor do Denarc, Carlos Castiglioni. Segundo ele, a rapidez na execução também evita que o entorpecente estimule ações criminosas.

Depois da autorização judicial, as cargas recebem escolta policial até fornos industriais. Todo o processo acontece sob a supervisão conjunta do Ministério Público, da Vigilância Sanitária e do Instituto de Criminalística, que certificam a destruição completa das substâncias.

Nesta última sexta-feira, 25, quase 2,5 toneladas de drogas se desintegraram em uma instalação de coleta de lixo localizada em Mauá, na Grande São Paulo. Em média, o Estado realiza duas operações de incineração de drogas por mês, com o objetivo de manter o volume de material ilícito em custódia o mais baixo possível.

Polícias já destruíram mais de 50 toneladas

No primeiro trimestre de 2024, o sistema destruiu em São Paulo cerca de 10,4 toneladas de drogas. Nos últimos dois anos, o volume chegou a 51,7 toneladas, resultado direto do trabalho contínuo das polícias Civil e Militar no combate ao narcotráfico.

As drogas apreendidas em estado líquido seguem um protocolo específico, sendo armazenadas em recipientes adequados para evitar a contaminação de esgotos antes da destinação final. Até o momento, em 2024, a atuação das polícias já resultou na apreensão de 208,7 toneladas de entorpecentes em todo o território paulista.

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