O Estado de Minas Gerais contabiliza 68 mortos depois das fortes chuvas que atingiram principalmente Ubá e Juiz de Fora no início da semana.
As buscas por cinco desaparecidos entraram no quarto dia nesta sexta-feira, 27. Segundo a Polícia Civil, todos os corpos localizados já passaram por perícia e foram liberados para as famílias. Juiz de Fora registra 62 mortes. Em Ubá, seis pessoas morreram soterradas.
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Mais de 600 profissionais atuam nas áreas afetadas, segundo a Defesa Civil estadual. O órgão orienta que moradores não retornem às áreas de risco, diante da previsão de novas chuvas intensas até o fim de semana.
Os dois municípios somam mais de 3,5 mil desabrigados e desalojados. As prefeituras decretaram estado de calamidade pública.
Recursos e alerta de “grande perigo” em Minas Gerais

Juiz de Fora e Ubá foram as únicas cidades a decretar Estado de calamidade pública. Outras 12 cidades, incluindo Leopoldina, Muriaé e Viçosa, permanecem em situação de emergência devido aos danos causados pelas chuvas.
O governo estadual anunciou a antecipação de R$ 8 milhões para Ubá e R$ 38 milhões para Juiz de Fora, destinados a recuperação e assistência. Também foi decretado luto oficial de três dias.
A Defesa Civil e o Inmet mantêm alerta de “grande perigo” devido à saturação do solo, que eleva o risco de deslizamentos e inundações. O governador Romeu Zema (Novo) afirmou que o Estado vive momento de “grande sofrimento” e declarou mobilização total das equipes para resgate e apoio às vítimas.
A Coordenadoria Estadual de Defesa Civil de Minas Gerais presta auxílio às vítimas, com a entrega de cestas básicas, colchões, kits de higiene e limpeza, telhas, lonas e baldes. Equipes também removem lama acumulada nas ruas e estradas depois dos deslizamentos de terra.
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