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Número de mortes pelas chuvas no Rio Grande do Sul sobe para 85

Boletim da Defesa Civil indica mais 4 óbitos que estão em investigação, além de 339 feridos e 134 desaparecidos

Drone mostra casas destruídas pelas enchentes em Jacarezinho, no Rio Grande do Sul - 5/5/2024 | Foto: Diego Vara/Reuters
Drone mostra casas destruídas pelas enchentes em Jacarezinho, no Rio Grande do Sul - 5/5/2024 | Foto: Diego Vara/Reuters

O número de mortos em decorrência das chuvas no Rio Grande do Sul chegou a 85, segundo dados da Defesa Civil do Estado. Boletim publicado na noite desta segunda-feira, 6, ainda aponta outros 4 óbitos em investigação, 339 feridos e 134 desaparecidos. 

Dos 497 municípios do Rio Grande do Sul, aumentou para 385 os que sofreram algum impacto com os temporais. Há, ainda, 117.8226 pessoas afetadas pela catástrofe. Outras 153.824 estão desalojadas e 47.676 estão em abrigos.

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A situação no Rio Grande do Sul ainda deve piorar. O governo do Estado espera até 100 milímetros de chuvas nas próximas em 24 horas, sobretudo no extremo sul gaúcho. A região também deve ser atingida por ventos fortes, que podem ultrapassar 100 km/h e queda de granizo.

Além disso, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê ainda uma nova onda de frio, a partir da quarta-feira 8, com uma queda de temperatura de até 10°C. A preocupação das autoridades é que a baixa temperatura aumente o risco de hipotermia entre as pessoas afetadas pelas enchentes.

Leia também: “Oeste faz campanha de arrecadação para o Rio Grande do Sul; participe”

Já o MetSul Meteorologia destacou que, embora a situação tenha melhorado em áreas como o Vale do Taquari, a Região Metropolitana de Porto Alegre ainda deve enfrentar grandes desafios pela queda na temperatura e pela expectativa de mais chuvas.

Porto Alegre pode ficar desabastecida

A capital gaúcha corre o risco de ficar desabastecida de água. Mais cedo, o prefeito Sebastião Melo (MDB) já determinou o racionamento do recurso e restringiu o uso da água. Afirmou que “não faltam esforços” para “abastecer minimamente a cidade”.

Para além do risco de desabastecimento, Porto Alegre vive a pior enchente de sua história. O Lago Guaíba alcançou a marca de 5,22 metros. “A situação está estabilizando, mas temos dias difíceis pela frente”, declarou Sebastião Melo. O Aeroporto Salgado Filho está fechado por tempo indeterminado em decorrência das inundações.

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Área interna do Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre | Foto: Reprodução/Redes sociais

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