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Número de mortes no RS supera o da tragédia de 2023

Pelo menos 55 pessoas morreram, e outras sete vítimas estão sob investigação

Uma imagem de drone mostra um centro da cidade inundado, depois que pessoas foram evacuadas em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul - 4/5/2024 | Foto: Renan Mattos/Reuters
Uma imagem de drone mostra um centro da cidade inundado, depois que pessoas foram evacuadas em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul - 4/5/2024 | Foto: Renan Mattos/Reuters

No Rio Grande do Sul, um saldo de 55 mortes foi registrado por causa dos temporais que assolaram o Estado nesta semana. Há ainda outras possíveis sete vítimas sob investigação. Esse número ultrapassou o recorde anterior de vítimas em desastres climáticos na região, que foi de 54 mortes em setembro de 2023.

O Estado enfrentou seu quarto desastre climático significativo em menos de doze meses, com eventos anteriores em junho, setembro e novembro de 2023. Ao todo, o número de mortes nessas catástrofes chegou a 75. Na mais recente tragédia, há 74 pessoas desaparecidas e 107 feridas.

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Leia mais: “Guaíba atinge 5,22 metros em Porto Alegre; veja as regiões afetadas”

Os danos se estendem por vastas áreas. Até o momento, a Defesa Civil reportou 82,5 mil pessoas deslocadas de suas residências. Mais de 13 mil estão abrigadas em locais providenciados pelo governo, enquanto 69,2 mil encontraram refúgio nas casas de amigos e familiares.

O impacto dos temporais se fez sentir em 317 dos 496 municípios do Estado, o que afeta diretamente 510,5 mil pessoas. O governador Eduardo Leite (PSDB) classificou a situação como o “maior desastre climático” do Rio Grande do Sul.

Enchente no Rio Grande do Sul inunda a Arena Grêmio

Os estragos incluíram a inundação do gramado da Arena do Grêmio. Também houve impacto significativo no bairro Humaitá, na zona norte de Porto Alegre, e em outras áreas da região metropolitana, como Canoas, Eldorado do Sul e Guaíba, que também sofreram inundações.

Em Porto Alegre, o nível do Guaíba ultrapassou os 5 metros e excedeu a marca da cheia histórica de 1941, que foi de 4,76 metros. Houve a ruptura de mais de 150 pontos, entre pontes e estradas, além de deslizamentos de terra.

O impacto da tragédia ainda é incerto

Equipes de resgate, incluindo voluntários, atuam intensamente para auxiliar pessoas isoladas. Eles utilizam barcos e motoaquáticas para evacuar cidadãos que aguardavam socorro em cima de edifícios e viadutos.

No Vale do Taquari, área que já havia sido severamente afetada pelas enchentes de setembro de 2023, o Rio Taquari alcançou o maior nível já registrado em sua história, com 31,2 metros. Esse número ultrapassou os registros anteriores, incluindo a maior marca de 1941 e a enchente de setembro de 2023.

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