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Mulher de 38 anos é a 1ª identificada entre os mortos em cemitério clandestino

A venezuelana Noelis Del Valle Cana estava desaparecida desde 8 de novembro de 2024

Noelis Del Valle Cana
A venezuelana Noelis Del Valle Cana estava desaparecida desde novembro de 2024 | Foto: Material obtido por Oeste

A primeira vítima entre os nove corpos localizados no cemitério clandestino de Roraima foi identificada. Trata-se da venezuelana Noelis Del Valle Cana, de 38 anos, que estava desaparecida desde 8 de novembro de 2024. A identificação foi confirmada pelo Instituto de Medicina Legal (IML).

Segundo a diretora do IML, a perita odontolegista Marcela Campelo, a identificação foi possível graças a uma análise detalhada da arcada dentária da vítima recolhida no cemitério clandestino A análise foi conduzida pela equipe de odontologia legal.

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+ ‘Facções venezuelanas criaram cemitérios clandestinos em Roraima’, denuncia deputado

“A identificação foi possível após o confronto dos dados odontológicos da vítima coletados pela equipe técnica. Esse trabalho, realizado com extrema precisão e dedicação, marca uma etapa importante na investigação conduzida pela Polícia Civil, com total empenho na busca por respostas e justiça para as vítimas e suas famílias”, destacou Campelo.

A causa da morte de Noelis foi confirmada como choque hemorrágico, provocado por um ferimento de arma branca. Depois da conclusão dos exames periciais, o corpo foi liberado para os familiares.

buscas cemitério clandestino de roraima
A Polícia Civil de Roraima realizou quatro dias de buscas na área do cemitério clandestino de Roraima | Foto: Divulgação/PCRR

Cemitério clandestino é usado por faccionados venezuelanos

Em uma favela localizada no bairro Pricumã, em Boa Vista (RR), populares descobriram um cemitério clandestino, supostamente utilizado por integrantes de facções criminosas venezuelanas. O caso foi revelado com exclusividade por Oeste.

Na semana passada, a Polícia Civil de Roraima retirou nove corpos do cemitério clandestino. As indicações de localização dos cadáveres teriam sido feitas por ex-integrantes dessas organizações criminosas.

Segundo informações preliminares, a maioria dos cadáveres localizados na região estava em avançado estado de decomposição. Peritos devem tentar identificar os corpos.

Dois venezuelanos foram presos por associação criminosa, ameaça e ocultação de cadáver. Os suspeitos identificados apenas como W. J. H. L., de 29 anos e J. G. C. C., de 27 anos, passaram por audiência de custódia e tiveram suas prisões em flagrante convertidas em preventiva. Dessa forma, ambos foram encaminhados ao sistema prisional do Estado.

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