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Mulher dada como morta pelo Samu recebe alta depois de 19 dias de internação

Fernanda Cristina Policarpo, de 29 anos, foi atropelada em Bauru (SP) e agora precisa de fisioterapia para recuperar movimentos completamente

Fernanda Cristina Policarpo, de 29 anos, recebeu alta nesta quinta-feira, 5/2/2026 | Foto: Reprodução/Redes sociais
Fernanda Cristina Policarpo, de 29 anos, recebeu alta nesta quinta-feira, 5/2/2026 | Foto: Reprodução/Redes sociais

A mulher atropelada em uma rodovia de Bauru, no interior de São Paulo, e dada como morta pelo Samu recebeu alta do hospital na tarde desta quinta-feira, 5, depois de passar 19 dias internada. Ela estava no Hospital Base de Bauru desde 18 de janeiro.

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Reanimada ainda no local, Fernanda Cristina Policarpo, de 29 anos, foi levada à Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde ficou por uma semana. Ela concluiu a recuperação em quarto de enfermaria e agora está em casa, segundo a Secretaria de Estado de Saúde de São Paulo.

Bruno Rosa, médico intensivista responsável, informou que Fernanda apresentou quadro clínico gravíssimo ao chegar ao Hospital de Base, mas evoluiu de forma positiva e saiu consciente, sem necessidade de sonda alimentar.

Segundo o profissional, apesar da melhora, ela seguirá com acompanhamento para recuperar completamente os movimentos. “Ela sai um pouco fraca”, disse ele ao g1, acrescentando que a Fernanda vai precisar de “apoio multidisciplinar com fisioterapia, com todo o suporte multidisciplinar da Unidade Básica”. “Então ela vai para casa e frequentemente vai ter que frequentar uma instituição para que ela receba esse atendimento de fisioterapia.”

O acidente

O acidente aconteceu na Rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (SP-294), quando ela foi atingida por um Chevrolet Tracker enquanto atravessava o km 351 da via.

No local do atropelamento, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) prestou os primeiros socorros e chegou a declarar o óbito de Fernanda, deixando o corpo coberto por uma manta térmica sobre a pista.

Corpo de Fernanda chegou a ser coberto por manta térmica, depois de ela ser dada como morta | Foto: Reprodução/Conecta Bauru
Corpo de Fernanda chegou a ser coberto por manta térmica, depois de ela ser dada como morta | Foto: Reprodução/Conecta Bauru

Contudo, equipes da concessionária Eixo SP perceberam sinais vitais e conseguiram reanimá-la, seguindo com tentativas de intubação antes de encaminhá-la ao Pronto-Socorro Central da cidade.

Investigação do acidente e da conduta de médica do Samu que declarou morte da mulher

A Polícia Civil instaurou inquérito para investigar tanto o acidente quanto o atendimento prestado e analisa suspeitas de omissão de socorro e possível negligência por parte da equipe do Samu.

O Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp) também abriu sindicância, que tramita sob sigilo, para apurar a conduta médica envolvida.

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A Prefeitura de Bauru, que gerencia o Samu, também apura as circunstâncias do atendimento prestado. “Caso seja constatada qualquer irregularidade, serão adotadas as devidas providências conforme os protocolos e normas vigentes”, afirmou a Secretaria de Saúde de Bauru, em nota. A médica responsável pelo atestado de óbito foi afastada da equipe do Samu.

Imagens feitas por testemunhas mostraram o momento em que Fernanda era coberta pela equipe médica, enquanto pessoas alertavam sobre sinais de vida. Uma testemunha relatou: “Eu falei para o pessoal do resgate: ‘Gente, a mulher está viva, está respirando devagarzinho, mas ela está respirando. Ela está respirando de boa no saco. Aí, o pessoal do resgate falou que o Samu já acionou o IML, que ela morreu. Nem eles acreditaram que o Samu deu um óbito para alguém vivo. Aí, desceram, foram ver e viram que estava viva’”, disse uma testemunha ao g1.

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Quanto ao acidente em si, o caso foi registrado como lesão corporal culposa ao volante. O motorista da SUV parou para ajudar, foi ouvido na Central de Polícia Judiciária e realizou teste do etilômetro, que não indicou consumo de álcool.

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1 comentário
  1. Manfred Trennepohl
    Manfred Trennepohl

    Incompetência ou falta de compromisso com a vida?

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