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MST volta a invadir área da Embrapa em Pernambuco

Propriedade tinha sido invadida em abril; grupo ameaça impedir evento para agricultores familiares

MST Pernambuco
Invasão da área da Embrapa, em Pernambuco, ocorreu nesta segunda-feira, 31 de julho, segundo o MST | Foto: Divulgação/MST

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) voltou a invadir nesta segunda-feira, 31, uma fazenda da Embrapa, em Petrolina, distante 700 quilômetros da capital pernambucana. Segundo o grupo, 1,5 mil famílias estão na área.

Para pressionar o governo, a intenção do grupo é impedir a realização de um evento tradicionalmente realizado em agosto pela Embrapa: o Semiárido Show, entre os dias 1º e 4 de agosto. São esperadas mais de 20 mil pessoas na feira, que apresenta novas tecnologias para os agricultores familiares da região Nordeste.

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“A reocupação durante o evento tem como objetivo chamar atenção das autoridades sobre a emergência da implementação da reforma agrária, considerando que desde as negociações com os órgãos competentes, não houve avanço nas pautas e os acordos ficaram estagnados”, afirmou o MST, em nota.

O grupo, que invadiu a mesma área há três meses, no chamado “Abril Vermelho”, disse que espera do governo Lula “políticas voltadas para os movimentos sociais”. “Nós elegemos o governo Lula e precisamos que o ministério cumpra seu papel em atender as demandas da reforma agrária e possam cumprir as políticas voltadas para os movimentos sociais e não somente servir os interesses do agronegócio.”

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Segundo o MST, o Ministério do Desenvolvimento Agrário e a Embrapa não teriam cumprido acordo firmado depois da invasão de abril. Esse acordo, segundo o MST, previa a que parte 2 mil hectares de terras da Embrapa fosse destinada para reforma agrária.

Outro ponto seria a transformação da unidade avançada do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) de Petrolina em uma superintendência. Desde maio, a unidade é comandada por Edilson Barros de Lima, militante do MST há mais de 30 anos.

A Embrapa informou que ainda não tem informações sobre a nova invasão da área. Em abril, a empresa divulgou nota na qual considerou a invasão “inaceitável” e afirmou que a ação por parte do MST se deu em “terras agricultáveis e de preservação da caatinga”.

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Além disso, destacou prejuízos com a invasão. “A invasão atingiu ainda áreas de preservação da caatinga, comprometendo a vida de animais ameaçados de extinção, além de pesquisas para conservação ambiental e de uso sustentável do bioma”.

MST Embrapa PE
Militantes do MST invadiram a sede da Embrapa em Petrolina (PE) em 15 de abril | Foto: Divulgação/MST

Leia também: Ex-líder do MST é acusado de ‘violência extrema’

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2 comentários
  1. Eraldo Fonseca
    Eraldo Fonseca

    Quer dizer que Edilson Barros de Lima, militante da quadrilha MST há mais de 30 anos até hoje não conseguiu um pedacinho de terra pra ele “trabalhar” ? Este parasita é quem deveria receber a atenção do COAF e da Polícia Federal. Mas para o Xerife do STF, este sim é um movimento democrático.

  2. Vicente Pinheiro
    Vicente Pinheiro

    Invadir prédio público não é um ato antidemocrático, doutor Alexandre? Ah…, mas é o MST. Então é um ato muito democrático…

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