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MP pede suspensão imediata de exploração mineral em Maceió

Subprocurador também quer ‘adoção de medidas emergenciais destinadas a impedir ou minimizar os danos ora vislumbrados’

Mina Braskem
O Ministério Público pediu a suspensão imediata de exploração mineral da Braskem, em Maceió | Foto: Guido Jr./FotoArena/Estadão

O Ministério Público (MP) junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) pediu a suspensão imediata de exploração mineral da Braskem, em Maceió. O ofício é do subprocurador-geral do MP, Lucas Rocha Furtado.

Ele solicitou que “todos os órgãos e entidades federais cujas competências, atribuições legais e/ou interesses estejam relacionados”.

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O objetivo é “identificar eventuais condutas omissivas, dolosas ou culposas”.

No documento, Furtado ressaltou que haja a “adoção de medidas emergenciais destinadas a impedir ou minimizar os danos ora vislumbrados”.

+ Confira: Colapso em Maceió pressiona por CPI da Braskem e Renam fala em acionar STF

Riscos causados pela exploração mineral em Maceió

Na quinta-feira 30, o governo de Alagoas alertou para um “risco iminente de colapso” em uma mina da Braskem na Lagoa Mundaú, no bairro do Mutange, na capital alagoana.

A mina 18 da Braskem está próxima do colapso. A Defesa Civil local e outros órgãos estão em alerta máximo e já evacuaram a área.

De acordo com o governo estadual, “há previsão de crateras em bairros centrais a qualquer momento”. O Estado acusa a empresa petroquímica e classifica o caso como “maior crime ambiental urbano do mundo”.

Minas da Brasken em Maceió
O processo de afundamento do solo começou em 2018; mais de 14 mil imóveis foram condenados em cinco bairros de Maceió | Foto: Reprodução/TwitterX/Clayton Lima

Em nota, a Braskem disse que o sistema de monitoramento do solo registrou microssismos e movimentações atípicas em um local específico nas proximidades do Mutange. A empresa afirmou que as informações foram compartilhadas com as autoridades competentes.

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Minas

As minas da Braskem em Maceió são cavernas abertas pela extração de sal-gema durante décadas de mineração na região.

Os problemas com as atividades exploratórias na área começaram em 2018. Desde então, mais de 60 mil moradores de pelo menos cinco bairros, tiveram que deixar a região.

A Braskem, que é um braço da Odebrecht, faz perfurações no solo de Maceió para a extração de sal-gema, um mineral retirado do subsolo e usado na fabricação de cloro, soda cáustica, bicarbonato de sódio.

O sal-gema também é componente para as indústrias farmacêutica, de higiene e limpeza, de celulose e têxtil, assim como no tratamento de água.

+ Leia também: Mina da Braskem em Maceió se desloca 1,5 metro por hora

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2 comentários
  1. R Fortes
    R Fortes

    Um empreendimento criado em 1970, somente agora o MP se manifesta? E os governadores e prefeitos empossados por mais de 50 anos? O molusco fez escola, “não sabiam de nada”

  2. Maki K
    Maki K

    Espero que vc consigam nos trazer reportagens com entrevistas das vítimas.

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