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MP investiga suposto vínculo entre Master e cemitérios de SP

Promotor Silvio Antonio Marques anexou uma representação que apura indícios de ligação entre a Cortel SP e o banco

Banco Master | Foto: Reprodução/ Redes sociais
Fachada da sede do Banco Master, na região da Avenida Brigadeiro Faria Lima, em São Paulo; instituição foi liquidada pelo Banco Central | Foto: Reprodução/Redes sociais

O Ministério Público de São Paulo incluiu em inquérito civil, neste domingo, 24, indícios de ligação entre a concessionária Cortel SP, responsável por cemitérios municipais de São Paulo, e o Banco Master.

O promotor Silvio Antonio Marques anexou uma representação de parlamentares do Psol ao caso. Assim, ampliou a investigação sobre possíveis irregularidades na concessão dos serviços funerários da capital.

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A apresentação da denúncia ocorreu por parte da deputada federal Luciene Cavalcante (Psol-SP), pelo deputado estadual Carlos Giannazi (Psol-SP) e pelo vereador Celso Giannazi (Psol-SP).

Conforme o MP-SP, existem “indícios de possível vínculo” entre a Cortel SP e o Banco Master. Como alguns supostos exemplos, relações familiares entre integrantes das empresas e uso de endereço eletrônico do banco em documentos da concessionária.

Relações familiares e contexto da empresa

Além de cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel é CEO do fundo de investimento Moriah Asset | Foto: Reprodução/Redes Sociais
Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro | Foto: Reprodução/Redes Sociais

As apurações mostram que Fabiano Campos Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, permaneceu no conselho e na sociedade da Cortel SP até 2025. A empresa passou a administrar parte dos cemitérios públicos depois de privatização realizada pela gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) em 2023, com questionamentos sobre a fiscalização municipal.

Também houve o acionamento do Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro Flávio Dino identificou indícios de influência do Banco Master na administração funerária municipal e solicitou esclarecimentos à Prefeitura de São Paulo. Luciene Cavalcante pediu ao ministro André Mendonça que o prefeito Ricardo Nunes tenha seu nome no inquérito sobre o banco.

Leia também: “O outro ‘Sicário’ de Vorcaro”, reportagem de Cristyan Costa publicada na Edição 323 da Revista Oeste

Em nota à imprensa, a Prefeitura de São Paulo classificou a iniciativa da deputada como “puramente ideológica” e acusou a ação de se basear em “ilações infundadas”. A administração municipal também criticou o promotor, ao dizer que a medida busca criar “mais um factoide”.

Leia mais: “Uma CPI essencial”, artigo de Branca Nunes publicado na Edição 323 da Revista Oeste

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