O Ministério Público de São Paulo e a Receita Federal investigam seis fintechs suspeitas de ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC) em um esquema de fraudes no setor de combustíveis.
Segundo a investigação, uma das instituições financeiras chamou atenção por movimentar cerca de R$ 1 bilhão em dinheiro vivo entre 2022 e 2024. No total, as fintechs teriam operado aproximadamente R$ 26 bilhões em quatro anos.
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As empresas são alvo da Operação Fluxo Oculto, deflagrada nesta quarta-feira, 28. De acordo com a Promotoria, as fintechs integravam a estrutura financeira usada pelo PCC para movimentar recursos e ocultar valores.

Investigação mira fundos e empresas ligadas ao esquema
Os investigadores afirmam que o grupo operava um sistema de “dupla camada de ocultação” do dinheiro.
Segundo o Gaeco, braço do Ministério Público de combate ao crime organizado, os suspeitos direcionavam os recursos a quatro fundos de investimento, que chegaram a acumular R$ 205 milhões em ativos.
A operação também teve como alvo duas administradoras e duas gestoras de fundos ligadas ao esquema.
Segundo a Receita Federal, a obrigatoriedade de enviar a e-Financeira, declaração que registra as movimentações financeiras de clientes, não se aplicava às instituições de pagamento até 2025. A ausência da obrigação dificultava o rastreamento das operações.
No caso da Operação Fluxo Oculto, três das seis fintechs investigadas entregaram a documentação e informaram cerca de R$ 8 bilhões em movimentações em 2025. O fisco autuou as outras três por não apresentarem a declaração.
Ao todo, a operação cumpre 59 mandados de busca e apreensão em cinco Estados. Entre os principais alvos estão empresas instaladas em regiões como Faria Lima, Itaim Bibi e Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.
Segundo a Promotoria, as empresas eram usadas para compensações financeiras entre distribuidoras e postos de combustíveis, além de movimentações entre empresas e fundos administrados pela organização criminosa.
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