Um esquema de falsificação e adulteração de cervejas levou à denúncia de 20 pessoas pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP). O grupo teria operado em um galpão em Ferraz de Vasconcelos, na Região Metropolitana de São Paulo, e acabou surpreendido durante uma ação policial em 23 de setembro.
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No momento da abordagem, os envolvidos realizavam a substituição de rótulos e tampas de cervejas de marcas conhecidas. Durante a operação, as autoridades apreenderam centenas de caixas, além de máquinas, barris, colas, veículos, prensas, impressoras e empilhadeiras. O local também armazenava uma quantidade expressiva de garrafas cheias e vazias, sem controle sanitário.
Investigações e riscos à saúde
O MPSP informou que a Justiça recebeu a denúncia e determinou análises periciais nas bebidas para verificar a presença de substâncias tóxicas, como metanol. A investigação mostrou que os responsáveis usavam o galpão exclusivamente para adulterar bebidas, sem que os órgãos competentes fizessem fiscalização.
Diante do caso, o Ministério da Justiça e Segurança Pública emitiu uma recomendação urgente a empresas e estabelecimentos que comercializam bebidas alcoólicas em São Paulo e áreas próximas. O alerta é direcionado a bares, restaurantes, hotéis, eventos, mercados, distribuidores e plataformas digitais.
Como identificar cervejas falsas
O ministério orientou que proprietários estejam atentos a sinais como lacres irregulares, erros de impressão e preços muito abaixo do mercado. Também destacou que sintomas como visão turva, dor de cabeça e náusea podem indicar consumo de bebida adulterada.
Nestes casos, recomenda-se encaminhar o consumidor ao atendimento médico, acionar o disque-intoxicação, informar a Vigilância Sanitária, a Polícia Civil e, se necessário, o Ministério da Agricultura e Pecuária. A orientação inclui interromper imediatamente a venda do lote suspeito, isolar os produtos e preservá-los para eventual perícia.
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