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Motorista de carreta que levava ácido sulfúrico é a 4ª vítima da queda da ponte entre TO e MA

O corpo de Andreia Maria de Souza, 45 anos, foi reconhecido pelo marido dela

Drone mostra a Ponte Juscelino Kubitschek, entre Aguiarnópolis, no Tocantins, e Estreito, no Maranhão - 24/12/2024 | Foto: Mauricio Marinho/Reuters
Drone mostra a Ponte Juscelino Kubitschek, entre Aguiarnópolis, no Tocantins, e Estreito, no Maranhão - 24/12/2024 | Foto: Mauricio Marinho/Reuters

No fim da manhã da última segunda-feira, 23, o Corpo de Bombeiros Militar do Tocantins encontrou o corpo da quarta vítima do colapso da Ponte Juscelino Kubitschek: a caminhoneira Andreia Maria de Souza, de 45 anos.

O marido da vítima reconheceu o corpo. Andreia dirigia um caminhão carregado com ácido sulfúrico, que permanece submerso no Rio Tocantins. Além da tragédia humanitária, esse acidente gerou preocupações ambientais significativas na região.

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O colapso aconteceu na tarde do último domingo, 22, e afetou a Rodovia BR-226 (TO), que conecta as cidades de Aguiarnópolis, no Tocantins, a Estreito, no Maranhão. Três caminhões, dois transportando defensivos agrícolas e um carregado com 76 toneladas de ácido sulfúrico, caíram no rio. A presença deste produto químico corrosivo suspendeu temporariamente as buscas, em virtude do risco de contaminação.

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Além de Andreia, outras três vítimas tiveram suas mortes confirmadas: Lorena Rodrigues Ribeiro, de 25 anos; Lorrane Cidronio de Jesus, de 11 anos; e Kecio Francisco Santos Lopes, de 42 anos. O corpo de Lorrane foi encontrado antes das 6h do dia 24, enquanto o de Kecio foi localizado por volta das 9h. Lorena foi a primeira vítima a ser encontrada, ainda no dia do acidente.

Jairo Silva Rodrigues, de 36 anos, foi resgatado com vida por populares. Ele foi encontrado com uma fratura na perna e transportado para o Hospital Estreito, no Maranhão, onde recebe cuidados médicos. Ele é, até o momento, o único sobrevivente do desastre.

O impacto ambiental gerado pelo acidente levou o Ministério Público Federal a começar uma investigação. De acordo com um porta-voz do MPF, “o contato com essas substâncias pode causar reações químicas graves, como queimaduras, intoxicações, danos aos olhos e problemas respiratórios”.

Confira a lista de pessoas desaparecidas desde o acidente com a ponte

  • 1 – Beroaldo dos Santos, 51 anos;
  • 2 – Anisio Padilha Soares, 43 anos;
  • 3 – Silvana dos Santos Rocha Soares, 53 anos;
  • 4 – Alessandra do Socorro Ribeiro, 50 anos;
  • 5 – Salmon Alves Santos, 65 anos;
  • 6 – Felipe Giuvannuci Ribeiro, 10 anos;
  • 7 – Cássia de Sousa Tavares, 34 anos;
  • 8 – Cecília Tavares Rodrigues, 3 anos;
  • 9 – Marçon Gley Ferreira;
  • 10 – Osmarina da Silva Carvalho, 48 anos;
  • 11 – Gessimar Ferreira, 38 anos;
  • 12 – Ailson Gomes Carneiro, 57 anos; e
  • 13 – Elisangela Santos das Chagas, 50 anos.
O Corpo de Bombeiros intensificou as buscas pelos 13 desaparecidos | Foto: Divulgação/Governo do Maranhão
O Corpo de Bombeiros intensificou as buscas pelos 13 desaparecidos | Foto: Divulgação/Governo do Maranhão
A ANA começou imediatamente a coleta de amostras de água em cinco pontos distintos ao longo do Rio Tocantins, desde a barragem da Usina Hidrelétrica de Estreito até a cidade de Imperatriz, próxima ao local do colapso da ponte | Foto: Divulgação/Prefeitura de Estreito
A ANA começou imediatamente a coleta de amostras de água em cinco pontos distintos ao longo do Rio Tocantins, desde a barragem da Usina Hidrelétrica de Estreito até a cidade de Imperatriz, próxima ao local do colapso da ponte | Foto: Divulgação/Prefeitura de Estreito
A ANA começou imediatamente a coleta de amostras de água em cinco pontos distintos ao longo do Rio Tocantins, desde a barragem da Usina Hidrelétrica de Estreito até a cidade de Imperatriz, próxima ao local do colapso da ponte | Foto: Divulgação/Prefeitura de Estreito
Depois do desabamento, três caminhões, três motocicletas e um carro de passeio caíram no rio | Foto: Divulgação/Ministério dos Transportes
Depois do desabamento, três caminhões, três motocicletas e um carro de passeio caíram no rio | Foto: Divulgação/Ministério dos Transportes

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1 comentário
  1. R Fortes
    R Fortes

    É o retrato de um Brasil sem esperança para quem é instruído e capaz de produzir bens e serviços. Não há solução para o nosso futuro sem a queda da quadrilha que nos oprime há 500 anos. Essa gente somente vai sair com força física. Como o nosso povo tem sangue de barata e é seguidor da Lei de Gerson, o futuro é nos transformar em um Haiti continental.

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