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Brasil

Morre paciente que recebeu 5 órgãos do mesmo doador

Luiz Perillo passou pelos transplantes de estômago, pâncreas, fígado, intestino e rim

Luiz Perillo, que aguardava o transplante de cinco órgãos de um mesmo doador | Foto: Reprodução/Instagram
Luiz Perillo, que aguardava o transplante de cinco órgãos de um mesmo doador | Foto: Reprodução/Instagram

Um paciente que aguardava havia quatro anos por um transplante multivisceral morreu depois de receber órgãos de um único doador, procedimento raro no Sistema Único de Saúde (SUS). A família informou o falecimento nesta terça-feira, 30, pelas redes sociais, sem detalhar a causa exata da morte.

Luiz Perillo foi submetido à cirurgia no dia 23, em São Paulo, depois de encontrar compatibilidade para estômago, pâncreas, fígado, intestino e rim. O transplante, dividido em etapas, foi interrompido por conta de uma infecção. Durante o tratamento da complicação, Perillo sofreu uma parada cardíaca.

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Antes do transplante, o paciente enfrentou períodos de internação devido a quadros infecciosos. Portador de trombofilia, doença que provocou falência dos órgãos, Luiz precisou entrar em fase emergencial na fila depois de riscos nos acessos utilizados para alimentação e hemodiálise.

Histórico médico e agravamento do quadro

Luiz Perillo passou pelos transplantes de estômago, pâncreas, fígado, intestino e rim | Foto: Reprodução/Redes sociais
Luiz Perillo passou pelos transplantes de estômago, pâncreas, fígado, intestino e rim | Foto: Reprodução/Redes sociais

Diagnosticado ainda jovem, Perillo sofreu com a trombofilia, que comprometeu a veia porta e afetou severamente o sistema digestivo. Desde 2021, passou mais de dois anos internado, dependente de nutrição parenteral e sessões regulares de hemodiálise, chegando a pesar apenas 34 kg.

Apesar do quadro grave, Luiz manteve exercícios físicos para preservar a massa muscular. “O exercício físico salvou a vida dele”, afirmou sua mãe, Jussara Martins, ao g1. O transplante multivisceral foi incorporado ao SUS em fevereiro deste ano, ampliando o acesso a pacientes graves.

O procedimento, que pode custar até dez vezes mais que um transplante convencional, é realizado em cerca de cinco hospitais no Brasil. Em 2024, dos mais de 30 mil transplantes feitos no país, apenas dois foram multiviscerais.

Mobilização pela doação de órgãos

Depois da confirmação da compatibilidade, Jussara celebrou a oportunidade com emoção: “Depois de tanto tempo de espera, é como um sonho. Eu precisava ser montanha, porque um filho sempre busca força na mãe”, relatou ao g1 no dia da cirurgia.

Durante a espera, Luiz também atuou como ativista pela doação de órgãos, usando as redes sociais para conscientizar sobre a importância de registrar a vontade em vida e dialogar com familiares, condição essencial para autorização da doação no Brasil.

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Hoje, a manifestação do desejo de doar pode ser registrada no novo RG ou pela Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos no site www.aedo.org.br.

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1 comentário
  1. Rosângela Gomes
    Rosângela Gomes

    Um único órgão transplantado já é susceptível de um processo de rejeição. Com a baixa imunidade provocada para reduzir a possibilidade do corpo rejeitar o órgão transplantado, a chance de desencadear um processo infeccioso é muito grande. Um transplante multivisceral é potencialmente mais perigoso. O paciente receptor que foi a óbito, certamente foi um grande guerreiro.

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