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Moradores de Canoas recebem conta de água acima dos R$ 1 mil ao voltar para casa

Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) anunciou programa de isenção de contas e divulgou que possíveis erros devem ser resolvidos em canais de atendimento

Imagem aérea das enchentes em Canoas, cidade em que moradores recebem conta de água com preço alto
Imagem aérea das enchentes em Canoas | Foto: Ricardo Stuckert/PR

Alguns moradores de Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, foram surpreendidos com conta de água, que ultrapassa os R$ 1 mil. Isso ocorreu inclusive com alguns que voltaram para suas casas apenas neste mês de julho, depois dos estragos das enchentes no local.

A Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) anunciou isenções para os afetados. Para os inscritos na tarifa social e atingidos pela tragédia, isenção de seis meses da conta. Aos afetados que não estão inscritos, isenção de maio e junho. Quem não se enquadra em nenhum e ficou sem abastecimento fica isento de maio.

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Arildo Gavinski e sua esposa Luciana, que residem no bairro Harmonia, receberam uma cobrança de R$ 1.023, mesmo com o benefício anunciado pela Corsan. “É injusto. A gente voltou para casa tem dez dias”, disse Arildo, ao Grupo Globo.

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“A casa tá sem forro, eu trabalho por conta e, nesse período, fiquei sem trabalhar. Estou tentando arrumar, recuperar a casa, para a gente voltar a ter as coisas que a gente tinha antes, mas, logo que a gente chega, vem a Corsan com uma cobrança dessas daí.”

Promessas de isenção e outra conta elevada

Conta de luz de moradores de Canoas superam os R$ 1 mil
Uma conta de luz de um morador chegou a R$ 1.023,62 | Foto: Reprodução/RBS TV

O casal Arildo e Luciana disse que, antes das enchentes, pagava entre R$ 200 e R$ 250 na conta de água. “Como a conta de água chegou a um valor tão alto, se estamos em casa há dez dias?”, questionaram.

Outro morador do bairro Harmonia, Everton Baldino voltou para casa há uma semana e recebeu uma conta de R$ 500. Ele contou ao g1 que a última conta, antes da tragédia, em abril, foi de R$ 152.

Leia também: “As marcas da tragédia”, reportagem de Tauany Cattan publicada na Edição 223 da Revista Oeste

“O que usei de água foi para limpar a casa”, explicou Everton. “Me disseram [na Corsan] que fizeram uma média e que perdoaram parte do valor, que era para ser mais de R$ 1 mil. Não faz sentido sermos cobrados nessa situação. Eu estou desempregado.”

Orientações da Corsan

A Corsan informou que, em parceria com o Ministério Público e a Defensoria Pública do Estado, estruturou um programa para isentar do pagamento da fatura ou da taxa de serviço os imóveis atingidos pelas cheias.

A companhia ainda esclareceu que aumentou sua equipe para atender os consumidores que que solicitem revisão da fatura.

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“Os consumidores que tiverem problemas em suas contas devem procurar a empresa, através de seus canais de relacionamento, para solicitar a revisão de sua fatura”, informou a Corsan. “Reforçamos as equipes de atendimento, que avaliarão caso a caso, para corrigir eventuais divergências.”

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4 comentários
  1. Jorge Lecoq
    Jorge Lecoq

    A CORSAN está incluindo na conta as águas das enchentes.

  2. Reinaldo Martinazzo
    Reinaldo Martinazzo

    Cobraram a água da enchente?
    Aí fica difícil…

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