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Monique Medeiros sabia de agressões contra Henry Borel, afirma delegado

Henrique Damasceno disse que a mãe do menino conhecia episódios de violência atribuídos a Jairinho e teria combinado versões sobre o caso

caso henry borel
Até mesmo a mãe de Monique teria sido orientada antes de prestar depoimento, disse o delegado | Foto: Brunno Dantas/TJ-RJ

O delegado Henrique Damasceno afirmou, nesta terça-feira, 26, durante o julgamento do caso Henry Borel, que Monique Medeiros tinha conhecimento das agressões cometidas contra o filho, de 4 anos. Primeiro a depor no segundo dia do júri, o policial sustentou que a mãe da criança e o ex-vereador Jairo Souza Santos Junior, o Doutor Jairinho, ocultaram informações durante a investigação.

Segundo Damasceno, a investigação identificou ao menos três episódios de agressão antes da morte de Henry. Em um deles, o menino ligou para a mãe com o celular da babá e relatou ter sido agredido por Jairinho.

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Damasceno também declarou que Monique e Jairinho apresentaram versões combinadas aos investigadores no início do caso. Segundo ele, as provas reunidas ao longo da apuração contradisseram os relatos do casal.

“Foi uma farsa ensaiada”, disse o delegado. “As versões apresentadas pelos dois eram compatíveis entre si, mas, no decorrer da investigação, mostraram-se fantasiosas, porque as provas indicavam que ambos sabiam que Henry vinha sendo agredido.”

O investigador afirmou também que familiares teriam recebido orientações antes de prestar depoimento à polícia, incluindo a mãe de Monique, avó da criança.

“Isso me chamou muita atenção, porque tenho anos de experiência e sei que a morte de uma criança destrói uma família”, afirmou Damasceno. “Nessas horas, as pessoas querem saber a verdade, não ensaiar depoimentos.”

Caso Henry Borel

Henry Borel morreu em março de 2021, aos 4 anos, no apartamento onde morava com a mãe e o então padrasto, no Rio de Janeiro. O Ministério Público acusa Jairinho de matar o menino e sustenta que Monique se omitiu diante das agressões.

O processo se arrastou por cinco anos e acumulou tentativas de adiar o julgamento. Em março, os advogados de Jairinho deixaram o plenário sob alegação cerceamento de defesa.

Leniel Borel, pai do menino, fez uma publicação nas redes sociais em que lamentou a demora para a resolução do caso.

Nesta segunda-feira, 25, o ex-vereador chegou a destituir sua equipe de defesa ao alegar que o advogado Fabiano Lopes havia sofrido um infarto. Horas depois, porém, recuou da decisão depois de o Ministério Público pedir sua transferência para o Presídio de Bangu 1. Com isso, o julgamento foi retomado no segundo dia do júri.

Jairinho e Monique respondem a júri popular pela morte da criança. As defesas dos dois negam envolvimento no crime e contestam a versão apresentada pela acusação.

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