O Metrô de São Paulo lança, nesta quarta-feira, 18, um novo recurso de acessibilidade para passageiros com deficiência auditiva. O sistema utiliza QR codes instalados próximos às salas de supervisão e às catracas. O código inicia uma videochamada com um intérprete de Libras. “O Metrô sempre foi referência em acessibilidade”, diz Melissa Belato, chefe do Departamento de Relacionamento com o Passageiro.
O profissional traduz a conversa entre o passageiro e o funcionário da estação em tempo real. A plataforma Icom viabiliza o serviço por meio do programa São Paulo São Libras, da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SEDPcD). O atendimento acompanha o horário de operação do Metrô.
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A SEDPcD afirma que a iniciativa busca garantir autonomia e igualdade de acesso aos serviços metroviários. “É um marco histórico no Estado de São Paulo, que revoluciona a rotina das pessoas surdas, permitindo a comunicação direta em Libras”, diz o secretário Marcos da Costa.
Metrô de SP: expansão e alcance do serviço
Nesta primeira fase, o sistema contempla 63 estações das linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata. Cerca de 3,2 milhões de pessoas circulam diariamente por esses trechos. O Metrô planeja expandir o serviço para a Linha 17-Ouro até o final de março.
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2022 indicam a existência de 145 mil pessoas surdas na capital e 250 mil na Região Metropolitana. O governo estadual e o Metrô formalizam a parceria às 15h desta quarta-feira, na Estação Barra Funda, com a assinatura do convênio pelos gestores das pastas.
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O programa São Paulo São Libras já registrou mais de 21 mil atendimentos desde 2023. Atualmente, os intérpretes também atuam em delegacias e unidades do Poupatempo para mediar a comunicação entre surdos e servidores públicos.





































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