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Meteorologista explica efeitos do ciclone-bomba no Brasil

Tiago Robles, da Meteored Brasil, tranquilizou os moradores da Região Sul

Ciclone pode aumentar os ventos costeiros e a agitação marítima | Foto: Divulgação/Nasa
Ciclone pode aumentar os ventos costeiros e a agitação marítima | Foto: Divulgação/Nasa

O ciclone-bomba que atingirá as proximidades da costa sul do país, na próxima terça-feira, 12, terá efeitos menos intensos do que inicialmente fora imaginado. É o que explica o meteorologista Tiago Robles, chefe do site Meteored Brasil.

“O sistema está afastado da costa”, explicou Robles. “Não vai trazer riscos de rajadas de vento nem agitação marítima intensa a ponto de causar algum tipo de transtorno. Não tem razões de alarde.”

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O ciclone-bomba é uma área de baixa pressão atmosférica que se intensifica rapidamente. A expressão “bomba” refere-se à velocidade com que a pressão cai. A queda ocorre em uma velocidade muito mais rápida que o normal.

“Se isso acontece muito próximo da costa, pode trazer rajadas de vento intensas, agitação marítima, tudo aquilo”, disse Robles. “Mas não é o caso desse ciclone, que deve ocorrer na terça-feira. Ele está mais afastado da costa.”

Mapa mostra a previsão de rajadas de vento para a próxima terça-feira, 12, pelo modelo europeu, considerado mais confiável pela Meteored
Mapa mostra a previsão de rajadas de vento para a próxima terça-feira, 12, pelo modelo europeu, considerado mais confiável pela Meteored | Foto: Divulgação/Meteored
Mapa mostra a previsão de rajadas de vento para a próxima terça-feira, 12, pelo modelo norte-americano | Foto: Divulgação/Meteored
Mapa mostra a previsão de rajadas de vento para a próxima terça-feira, 12, pelo modelo norte-americano | Foto: Divulgação/Meteored

O meteorologista explica que o ciclone aparece no modelo de análise atmosférica norte-americano, mas o Meteored utiliza o modelo europeu. Há uma discrepância entre os modelos sobre a formação do ciclone da próxima terça-feira. No modelo europeu, o fenômeno aparece mais distante da costa brasileira e mais fraco.

Meteorologistas divergem sobre ciclone-bomba

Especialistas que utilizam o modelo norte-americano divulgaram a informação sobre o ciclone na manhã desta sexta-feira, 8. Porém, Robles analisou o fenômeno e identificou uma suavização da potência do fenômeno na tarde desta sexta-feira.

“O fenômeno deve ser monitorado de um dia para o outro para ver se mantinha esse padrão, se tinha uma convergência dessa previsão”, explicou Robles. “Então, realmente há um exagero. Até porque há uma divergência entre os modelos norte-americano e europeu quanto à intensidade do ciclone.”

Mapa mostra a previsão de chuva na próxima terça-feira, 12, pelo modelo europeu
Mapa mostra a previsão de chuva na próxima terça-feira, 12, pelo modelo europeu | Foto: Divulgação/Meteored
Mapa mostra a previsão de chuva na próxima terça-feira, 12, pelo modelo norte-americano
Mapa mostra a previsão de chuva na próxima terça-feira, 12, pelo modelo norte-americano | Foto: Divulgação/Meteored

Apesar de distante da costa, o ciclone pode aumentar ligeiramente os ventos costeiros e a agitação marítima. O meteorologista, porém, afirmou que o litoral do Sul do Brasil não deve sofrer com ressaca.

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Além disso, o fenômeno deve afetar as temperaturas da Região Sul e em parte do Sudeste na próxima semana. O ciclone-bomba deve influenciar na formação de uma frente fria sobre as regiões.

“Uma frente fria, que começa na segunda-feira, deve ser impulsionada pelo ciclone”, disse Robles. “A frente fria será comum, normal. Não vai trazer potencial, a princípio, de tempestades severas. Mas haverá uma mudança de tempo, especialmente nas temperaturas, que devem cair.”

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