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Membros do CV já passaram por presídios federais antes do novo pedido do Rio

Lista enviada por Cláudio Castro (PL) ao Ministério da Justiça inclui chefes da facção que atuam no Alemão, em Niterói e na Baixada

Presídio de Mossoró (RN), uma das cidades mais violentas do país: episódio expôs ineficiência do governo federal | Foto: Portal gov.br/Divulgação
Penitenciária Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte | Foto: Portal gov.br/Divulgação

Pelo menos cinco nomes da lista enviada pelo governo do Rio de Janeiro ao Ministério da Justiça (MJ) já cumpriram pena em presídios federais em anos anteriores. As lideranças integram o Comando Vermelho (CV) e foram devolvidas, posteriormente, ao sistema prisional estadual. O jornal Folha de S.Paulo divulgou as informações nesta segunda-feira, 3 de novembro.

A nova solicitação de transferências ocorre dias depois da operação policial que deixou 121 mortos no Rio. O governador Cláudio Castro (PL) quer dez vagas em unidades de segurança máxima sob controle da União. A Secretaria Nacional de Políticas Penais confirmou que há espaço disponível.

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O Planalto sinalizou apoio ao pedido. Cabe à Justiça autorizar as transferências. O Judiciário já intimou as defesas para se manifestarem.

Alexander de Jesus Carlos, conhecido como Choque ou Coroa, é um dos nomes da lista. Ele tem base de atuação no Complexo do Alemão. Roberto de Souza Brito, o Irmão Metralha, também atua na mesma região. Ambos já passaram pelo sistema federal.

Marco Antônio Pereira Firmino, apelidado de My Thor, completa o trio com histórico em presídios federais. Ele comanda ações da facção no Morro Santo Amaro, na região central da capital fluminense.

Outros dois nomes da lista também já foram transferidos no passado: Eliezer Miranda Joaquim, o Criam, líder na Baixada Fluminense, e Carlos Vinicius Lirio da Silva, o Cabeça do Sabão, com base na favela do Lixão, em Niterói. Nenhum dos dois, porém, faz parte da chamada comissão — núcleo central da liderança do CV.

Presídios sob gestão do MJ concentram chefes do tráfico em isolamento

O Rio tenta acelerar os processos e justifica as transferências por risco à segurança pública e necessidade de isolar lideranças. A legislação permite a remoção em casos de ameaça a autoridades, articulação de crimes de dentro das celas ou envolvimento com o comando de facções.

Nesse sentido, o Estado faz a solicitação, que passa por análise da Secretaria Nacional de Políticas Penais, órgão ligado ao MJ. Confirmada a existência de vaga, o pedido segue para decisão da Justiça. A permanência nas unidades federais é limitada a três anos, com possibilidade de renovação.

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A Justiça pode decidir pela renovação se persistirem os motivos da transferência. A defesa pode pedir o retorno antes do prazo, mas a decisão final cabe ao MJ e ao Judiciário.

Em um caso recente, o governo autorizou a permanência de 90 dias no sistema federal do traficante Marcos Roberto de Almeida, o Tuta. Ele atuava como uma das principais lideranças do Primeiro Comando da Capital fora dos presídios, e as autoridades o enviaram a São Paulo depois do período emergencial.

O sistema federal conta com cinco presídios de segurança máxima. As unidades ficam em Catanduvas (PR), Campo Grande (MS), Mossoró (RN), Porto Velho (RO) e Brasília (DF). O MJ opera todas diretamente.

O governo federal também anunciou o envio de 30 peritos criminais ao Rio. O objetivo é reforçar as investigações depois dos confrontos mais recentes. A equipe técnica atuará em áreas como necropsia, identificação de corpos, balística, genética forense e medicina legal.

Além disso, a Polícia Rodoviária Federal ampliará seu efetivo no Estado com mais 350 agentes. A medida busca apoiar as forças estaduais no enfrentamento ao crime organizado.

Lula vê risco de prejuízo político nas eleições de 2026

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também decidiu acelerar a tramitação do Projeto de Lei (PL) Antifacção. O texto foi enviado à Câmara dos Deputados no dia 31 como resposta oficial à crise de segurança. A proposta vinha sendo debatida internamente, mas ganhou prioridade no Planalto diante da escalada de violência do crime organizado.

+ “Imagens de drones revelam caos do CV no Rio de Janeiro; confira”

A cúpula do governo avalia que o agravamento da situação pode afetar a imagem da gestão petista, especialmente diante do calendário eleitoral de 2026. A oposição já explora o tema. Um dia antes do anúncio do PL, governadores de direita se reuniram no Rio para demonstrar apoio a Cláudio Castro.

2 comentários
  1. Jesus Leite Filho
    Jesus Leite Filho

    Muito correto a atitude do governador Cláudio Castro. O governo que é tolerante e conivente com o crime organizado tenta passar a imagem que si importa com a população. Tudo mentira e cortina de fumaça pois eles só querem ter ganhos de popularidade mas estão si lixando para as pessoas sobre o jugo dos criminosos nas grandes cidades.

  2. Ivan R S Peluso
    Ivan R S Peluso

    NÃO ADIANTA NADA….. ENQUANTO AS FACÇÕES COMANDAREM OS PRESÍDIOS PODE MANDAR ELES PARA ONDE QUISEREM. ISSO AQUI É TUDO CONTO DA CAROCHINHA,É IGUAL QUANDO PRENDE CORRUPTO,LOGO TÁ NA RUA DE NOVO ROUBANDO, MAS NÃO ANTES DE PAGAREM OS ADVOGADOS MILIONÁRIOS…..

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