Dois médicos foram assassinados a tiros por um colega de profissão na noite da sexta-feira 16, em Alphaville, bairro nobre de Barueri, na Grande São Paulo.
O crime ocorreu em frente a um restaurante, e foi registrado por câmeras de segurança do local. O atirador foi preso em flagrante.
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As vítimas são Luís Roberto Pellegrini Gomes, de 43 anos, e Vinicius dos Santos Oliveira, de 35. Ambos chegaram a ser socorridos, mas morreram no pronto-socorro em razão da gravidade dos ferimentos.
Gomes atuava como cardiologista em um hospital municipal de Barueri. Já Oliveira trabalhava desde 2019 nas unidades de saúde de Cotia, com passagens por Unidades Básicas de Saúde e pelo pronto atendimento do município. Ele deixa esposa e um filho de um ano e meio.
O velório de Gomes aconteceu em Rafard, cidade do interior que fica a cerca de 140 quilômetros de São Paulo, enquanto Oliveira foi velado em Osasco, na região metropolitana. As cerimônias foram realizadas neste domingo, 18.
Médico atirador foi condenado por agressão e racismo em 2025
De acordo com relatos da polícia, o autor dos disparos, o médico Carlos Alberto Azevedo Filho, estava com amigos em um restaurante uruguaio quando percebeu a presença dos outros dois médicos em outra mesa. Imagens do estabelecimento mostraram que houve uma discussão, seguida de agressões físicas entre os envolvidos.
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A Guarda Civil foi acionada depois do relato de que havia uma pessoa armada. Os agentes revistaram os três médicos, não localizaram nenhuma arma e pediram que eles deixassem o restaurante.
Do lado de fora do restaurante, segundo as testemunhas, Carlos Alberto teve acesso a uma bolsa entregue por uma mulher. Ele sacou uma pistola 9mm, e efetuou diversos disparos. Luís Roberto foi atingido por oito tiros; Vinicius, por dois.
De acordo com o delegado Andreas Schiffmann, Carlos Alberto e Luís Roberto eram sócios em empresas do setor de gestão hospitalar e vinham se desentendendo havia algum tempo por causa de contratos de licitação. Vinicius era funcionário de Luís Roberto.
A investigação aponta que a relação entre eles era marcada por atritos e ameaças anteriores. O atirador possui registro de Colecionador, Atirador e Caçador (CAC), mas não tinha autorização para portar arma. A pistola no crime foi apreendida, assim como cápsulas deflagradas, documentos e cerca de R$ 16 mil em dinheiro.
Carlos Alberto já havia sido preso em 2025 pelos crimes de agressão e racismo, em Sergipe. A prisão em flagrante foi convertida em preventiva, e ele foi encaminhado à cadeia pública de Carapicuíba, onde permanece à disposição da Justiça.
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