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Maré vermelha: o fenômeno que intoxicou mais de 200 pessoas em PE

Autoridades investigam casos entre pescadores e turistas e sintomas relatados

Tamandare Pernambuco
Entre 26 e 30 de janeiro, o litoral sul de Pernambuco registrou 278 casos suspeitos de intoxicação causados pela ‘maré vermelha’, segundo a Secretaria de Saúde | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons/Elvis Boaventura

A Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco informou na quinta-feira 1º que foram registrados 278 casos suspeitos de intoxicação causados pela “maré vermelha”, entre 26 e 30 de janeiro.

O fenômeno, também conhecido como “tingui”, é provocado pelo crescimento excessivo de algas que liberam toxinas.

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Os dados foram divulgados depois de uma visita técnica de membros da secretaria, da Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária (Apevisa), da Diretoria Geral de Vigilância Ambiental e Saúde do Trabalhador e III Gerência Regional de Saúde (III Geres) ao município de Tamandaré, no litoral sul de Pernambuco.

A maré vermelha

A floração nociva de algas é provocada por fatores como aumento da temperatura do mar, alterações na salinidade da água e excesso de nutrientes.

Além de outros fatores, a carga orgânica elevada em efluentes domésticos também pode contribuir para o nascimento e o tempo de permanência dessas algas em excesso, com durações de 12 a 48 horas.

Tamandare Pernambuco
Pescadores em Tamandaré, litoral sul de Pernambuco. O município registrou a ‘maré vermelha’, que é provocada pelo excesso de algas que liberam toxinas nocivas à saúde humana | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons/Timo Sachsenberg

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Entre os principais sintomas para quem entra em contato com as toxinas estão enjoo, diarreia, irritação, secura nos olhos e falta de ar.

No caso que aconteceu no litoral sul de Pernambuco, cerca de 200 pescadores apresentaram os sintomas da intoxicação.

Segundo uma das vítimas, neste ano, o fenômeno foi mais forte do que em anteriores.

Tendência

De acordo com a Secretaria de Saúde, pelo atual ciclo da floração das algas, a tendência é que haja a diminuição de casos relacionados ao fenômeno.

“Porém, é importante o monitoramento constante por parte dos órgãos ambientais, uma vez que novos episódios podem ocorrer durante o verão”, afirmou a pasta em nota.

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