A Polícia Civil do Rio de Janeiro afirma que Márcio dos Santos Nepomuceno, conhecido como Marcinho VP, segue como liderança central do Comando Vermelho mesmo depois de anos preso. Na manhã desta quarta-feira, 29, a corporação deflagrou mais uma fase da Operação Contenção, voltada a conter a expansão territorial e financeira do grupo.
Segundo a delegada Iasminy Vergetti, o histórico de atuação de Marcinho VP dentro da organização criminosa se mantém relevante e com influência hierárquica sobre diferentes setores do grupo.
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A Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) cumpriu 12 mandados de prisão preventiva contra integrantes e lideranças do CV, incluindo o rapper Oruam, sua mãe e um irmão, além de Marcinho VP, já preso.
Oruam é considerado foragido desde fevereiro. Ele descumpriu medidas cautelares e responde a processo por tentativa de homicídio, depois de uma confusão com policiais em julho do ano passado.
A influência do criminoso
As apurações incluem análise de dados extraídos de dispositivos eletrônicos apreendidos e registros financeiros associados a investigados. Esses elementos ajudaram a mapear conexões entre integrantes da facção e possíveis operadores do esquema.
Investigadores relatam que integrantes do Comando Vermelho mantêm referência à sua figura como uma das principais lideranças históricas da organização.
A Polícia Civil sustenta que a liderança de Marcinho VP não se encerra com o encarceramento. De acordo com as informações coletadas, há indícios de que ele continua exercendo influência sobre decisões estratégicas, inclusive em atividades relacionadas à movimentação financeira do grupo.
Quem é Marcinho VP
Pai de Oruam, o traficante tem 56 anos e está preso desde os 26. Em sua biografia, ele relata que começou a praticar assaltos aos 13 anos para conseguir dinheiro para comprar roupas de marca.
Dos roubos, passou para o comércio de drogas, ascendeu na hierarquia e logo se tornou líder do tráfico no Complexo do Alemão, conjunto de favelas da zona norte do Rio e um dos principais redutos do CV.
A Polícia Civil do Rio segue com diligências para identificar outros envolvidos e detalhar o funcionamento da cadeia financeira ligada ao grupo criminoso. As defesas de Oruam, de sua mãe e de seu irmão afirmaram que ainda não tiveram acesso aos autos
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