É comum ler no noticiário internacional que o desmatamento na Amazônia segue em ritmo galopante, como jamais ocorreu na história. Entretanto, essa visão está cada vez mais distante da realidade, conforme mostrou o pesquisador e chefe-geral da Embrapa Territorial, Evaristo de Miranda, durante a terceira edição do Webinar IGVB — Brasil 2022: 200 anos de Independência.
De acordo com o colunista de Oeste, mais de 86% do Bioma Amazônico está preservado, somando as vegetações nativas (84,1%) e as superfícies hídricas (2,1%). Na prática, isso significa que menos de 14% desse território pode ser explorado. “Para gerir e monitorar a região com essa eficiência, exige-se conhecimentos científicos, técnicos, humanos e econômicos”, explicou.
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Considerando apenas as vegetações nativas, mais de 176 milhões de hectares estão protegidos, o equivalente a 42% do Bioma da Amazônia. Há 204 unidades de conservação, 330 terras indígenas e 32 áreas militares. “Não é permitido chegar nesses locais e plantar soja, cana-de-açúcar ou algo do tipo, porque essas regiões são protegidas”, salientou Miranda.

As reservas legais, que correspondem a cerca de 29% do Bioma Amazônico, também devem ser preservadas pelos produtores. “A Embrapa acompanha essa questão com dez metros de detalhe”, ressaltou o pesquisador. “Há dados de 700 mil produtores rurais, que fizeram o Cadastro Ambiental Rural [CAR]. As áreas estão todas mapeadas, não podem ser exploradas.”

Somadas as áreas protegidas (176,3 milhões de hectares) e as áreas preservadas (120,8 milhões de hectares), aproximadamente 71% do Bioma da Amazônia não pode ser mexido. “Resta o desafio de cuidar da vegetação nativa existente”, observou Miranda. “Mais de 84% do Bioma Amazônico está recoberto de vegetação nativa, sendo que 96% são florestas.”

Leia mais: “Cinquenta tons de verde”, artigo de Evaristo de Miranda publicado na Edição 83 da Revista Oeste






































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