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Lewandowski prorroga o uso da Força Nacional no Rio Grande do Sul

Os agentes devem permanecer no Estado até 16 de junho

O Ministério da Justiça prorrogou a presença da Força Nacional no Estado do Rio Grande do Sul | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Equipes da FN estão responsáveis por apoio em salvamentos e ações de policiamento ostensivo | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, estendeu por mais 30 dias a presença da Força Nacional (FN) no Rio Grande do Sul (RS), na sexta-feira 17.

Os 300 agentes continuarão envolvidos em operações de busca e salvamento até 16 de junho, além de realizar policiamento ostensivo. Há equipes encarregadas de proteger os patrimônios locais, em resposta aos saques e roubos reportados pelos habitantes.

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Vista das ruas alagadas em Canoas, no Rio Grande do Sul, Brasil. No dia 6 de maio de 2024 | Foto: Reuters/Amanda Perobelli
Uma visão de drone mostra o alcance da água na cidade de Porto Alegre, no Estado do Rio Grande do Sul, Brasil (5/5/2024) | Foto: Reuters/Renan Mattos
Vista aérea da capital Porto Alegre inundada, no Estado do Rio Grande do Sul, Brasil (5/5/2024) | Foto: Reuters/Renan Mattos
Vista de drone mostra barco com voluntários em busca de pessoas isoladas em casas no bairro alagado de Mathias Velho, em Canoas, Rio Grande do Sul, Brasil (5/5/2024) | Foto: Reuters/Amanda Perobelli
Vista de drone mostra veículos na área afetada pelas enchentes, em Encantado, Rio Grande do Sul, Brasil (3/5/2024) | Foto: Reuters/Diego Vara

No documento, Lewandowski determinou que governo estadual tem de fornecer o suporte logístico necessário para as operações da FN, que incluem colaboração com o Corpo de Bombeiros do RS em missões de resgate nas áreas afetadas pelas enchentes.

Paulo Pimenta admite que não sabe o que fazer no Rio Grande do Sul

A nova “autoridade federal” do Rio Grande do Sul, ministro Paulo Pimenta, admitiu que não sabe o que fazer em meio à calamidade que assola o Estado. Ele deu a declaração na quinta-feira 16, durante a reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, mais conhecido como “conselhão”.

De acordo com a Defesa Civil, até o momento, 155 pessoas morreram em decorrência das chuvas intensas e enchentes. São 540 mil desalojados e 2,3 milhões de afetados em 461 dos 497 municípios do Estado. Também há 94 desaparecidos e 806 feridos.

Segundo Pimenta, a dificuldade do governo de agir ocorre em virtude da complexidade da situação. “A gente não sabe nem para que lado se mexer”, afirmou. “Estou mais ou menos assim no momento. Cada hora aparece um problema novo numa área.”

O ministro disse que o governo teria de escolher “uma área específica” para tentar “construir alguma coisa que pudesse ter um resultado concreto”. “Não sei exatamente que área seria essa”, disse. 

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