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'Triste capítulo para a liberdade de expressão', diz defesa de Leo Lins, sobre condenação

Sentenciado pela Justiça a 8,3 anos de prisão, humorista fala em censura, publica foto da deusa Themis e questiona: ‘Arte ou crime?’

O humorista Léo Lins: decisão anterior do STF será usada pela defesa do comediante | Foto: Redes sociais
O humorista Leo Lins: decisão anterior do STF será usada pela defesa do comediante | Foto: Redes sociais

O humorista Leo Lins reagiu com ironia à sua condenação pela 3ª Vara Criminal Federal de São Paulo. Depois de receber a sentença de mais de oito anos de prisão, em regime fechado, por piadas consideradas preconceituosas contra minorias durante um show em 2022, Lins usou as redes sociais para assim criticar a Justiça. Ele ainda pode recorrer da decisão.

Em seu perfil no Instagram, ele publicou fotos da estátua da deusa Themis, que simboliza a Justiça. O monumento está no Palácio da Justiça de Manaus. Na legenda, Leo escreveu: “Ironia ou Realidade? Arte ou Crime?”, em tom de reprovação direta à decisão. Na sequência, lembrou da mesma forma que a imagem da deusa também estampa o cartaz de um dos seus novos shows. “Quem diria”.

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Justiça determina prisão, multa e indenização

Assim como a pena de prisão, a Justiça determinou que Leo Lins pague multa de 1.170 salários mínimos (em torno de R$ 1,4 milhão), considerando o valor da época da divulgação do vídeo. Do mesmo modo, a sentença inclui o pagamento de R$ 303,6 mil por danos morais coletivos.

O Ministério Público Federal (MPF) acusou o humorista de promover discursos preconceituosos contra diversas minorias. Vídeos registraram suas falas durante uma das apresentações em 2022. O conteúdo circulou principalmente nas redes sociais.

Ao site Metrópoles, a defesa de Leo Lins afirmou sobretudo ter recebido a condenação com “grande surpresa”. Classificou assim a decisão como uma ameaça à liberdade de expressão. “Trata-se de um triste capítulo para a liberdade de expressão no Brasil, diante de uma condenação equiparada à censura”.

Os advogados afirmaram, aliás, que a pena é desproporcional e comparável às sanções aplicadas a crimes como tráfico, corrupção e homicídio. A defesa informou que vai recorrer da sentença.

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