A Justiça de São Paulo autorizou nesta quinta-feira, 12, a soltura do influenciador Gabriel Spalone, investigado por possível participação em um esquema de desvio milionário com uso do sistema Pix. A juíza Amanda Eiko Sato, da 32ª Vara Criminal da capital, revogou a prisão preventiva e substituiu a custódia por medidas cautelares.
Em setembro de 2025, as autoridades detiveram Spalone dentro de uma aeronave, no Aeroporto Internacional de Buenos Aires, na Argentina, em virtude de um alerta expedido pela Interpol. Depois de extraditado ao Brasil, o influenciador passou a responder à acusação sob detenção provisória.
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Segundo o Ministério Público de São Paulo, ele teria atuado como operador de transações ilícitas que causaram prejuízo de quase R$ 40 milhões ao Banco Itaú.
Ao conceder a liberdade, a magistrada determinou que Spalone entregue o passaporte, mantenha endereço atualizado, compareça mensalmente ao juízo e permaneça em casa durante noites e folgas de trabalho. A decisão também incluiu o pagamento de fiança no valor de R$ 50 mil. Em audiência, o influenciador declarou rendimento mensal entre R$ 35 mil e R$ 40 mil.
A juíza considerou que o processo reúne prova da materialidade e indícios suficientes de autoria. Ainda assim, ressaltou a primariedade de Spalone e avaliou que, diante desse fator, “não se mostra plausível” mantê-lo encarcerado.
“De toda forma, trata-se de voto de confiança conferido pelo Poder Judiciário, esperando que, com a oportunidade conferida de responder ao processo em liberdade, sejam cumpridas as cautelares impostas, com a manutenção da vinculação ao processo (comparecimento e endereço atualizado) e a distanciamento de práticas ilícitas, havendo neste ato advertência expressa e enérgica sobre os efeitos negativos em caso de reiteração criminosa”, escreveu a magistrada.
Spalone é acusado de integrar fraude sofisticada com Pix
De acordo com a denúncia, o esquema ocorreu em fevereiro de 2025. Com uso de credenciais válidas de uma empresa prestadora de serviços do Itaú, os acusados teriam realizado mais de 600 transferências por Pix, em curto intervalo de tempo, a partir de dez contas bancárias. O valor total chegou a R$ 146 milhões, com R$ 107 milhões estornados posteriormente.
Spalone foi denunciado por furto qualificado e associação criminosa, junto com outros dois investigados: Guilherme Sateles Coelho e Jesse Mariano da Silva. O Ministério Público atribui aos três uma atuação coordenada, planejada e com grau elevado de sofisticação técnica.
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A promotora Michele Demico Camargo classificou o grupo como uma associação criminosa estável, com articulação, poder financeiro e expertise. Os investigadores identificaram repasses para contas pessoais e jurídicas dos acusados, inclusive com movimentações a partir de fora do país.






































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