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Justiça mantém prisão preventiva de motorista da Porsche, que vai a júri popular

Empresário Fernando Sastre de Andrade Filho é acusado de matar, com dolo eventual, o ex-motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana

Justiça mantém motorista da Porsche em prisão preventiva. Foto de Fernando Sastre
Acidente resultou na morte do motorista do Sandero Ornaldo da Silva Viana | Foto: Reprodução/YouTube/@g1

A Justiça determinou a manutenção da prisão preventiva de Fernando Sastre de Andrade Filho, empresário que dirigia um Porsche azul e que se envolveu em um acidente fatal. A colisão ocorreu em março deste ano, em São Paulo.

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A decisão, publicada no site do Tribunal de Justiça no último sábado, 28, também estabelece que o réu será levado a júri popular. A data do julgamento ainda não foi definida.

Acusações e circunstâncias do acidente

Posche do empresário, depois da batida
Posche do empresário, depois da batida | Foto: Divulgação/Polícia Civil

Fernando Sastre enfrenta acusações de homicídio por dolo eventual e lesão corporal gravíssima. O Ministério Público alega que o empresário estava sob efeito de álcool e dirigia a mais de 100 km/h na Avenida Salim Farah Maluf, quando provocou o acidente.

A colisão resultou na morte do motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana e deixou ferido Marcus Vinicius Machado Rocha, que estava no banco do passageiro do Porsche.

Segundo o Instituto de Criminalística, o Porsche colidiu contra o Renault Sandero de Ornaldo a uma velocidade superior a 100 km/h. O limite da via em que eles estavam é de 50 km/h.

Leia também: “Tribunal das Decisões Cretinas”, artigo de J. R. Guzzo publicado na Edição 236 da Revista Oeste

Sastre está detido desde 6 de maio na Penitenciária de Tremembé, no interior de São Paulo. A prisão é preventiva, sem prazo definido, e ele aguarda julgamento.

Procedimentos do julgamento do motorista da Porsche

Foto de um tribunal, em alusão à matéria do produtor de Marçal
Exame de corpo de delito detectou um ferimento interno no olho de Duda Lima | Foto: Daniel Bone/Pixabay

O julgamento terá condução do juiz Roberto Zanichelli Cintra e ocorrerá no Fórum Criminal da Barra Funda, na Zona Oeste de São Paulo.

“Existem suficientes indícios de autoria por parte do réu nos delitos ora apurados”, afirmou o juiz na decisão. Ele também mencionou relatos de testemunhas que confirmaram que Sastre havia consumido álcool antes de dirigir, além de laudos periciais que indicam alta velocidade do veículo.

Leia mais: “Suprema Ignorância Digital”, reportagem de Rachel Díaz publicada na Edição 236 da Revista Oeste

No júri, sete jurados decidirão sobre a culpabilidade do réu, ou seja, definirão se haverá condenação ou absolvição. A sentença, no entanto, será de decisão do juiz. Se condenado, Fernando Sastre pode pegar até 30 anos de prisão.

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