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Justiça mantém prisão de MC Ryan SP em investigação por lavagem de dinheiro

Detenção do cantor ocorreu no âmbito da Operação Narcofluxo, deflagrada na última quinta-feira, 15

MC Ryan pode ser levado à CPI de forma coercitiva | Foto: Reprodução/Instagram
O ministro considerou irregular a manutenção da prisão por 30 dias | Foto: Reprodução/Instagram

A Justiça decidiu manter a prisão do cantor MC Ryan SP nesta quinta-feira, 16, durante audiência de custódia. A Polícia Federal (PF) prendeu o artista no âmbito da Operação Narcofluxo, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro atribuído a ele como liderança e que, segundo os investigadores, teria movimentado R$ 260 bilhões. 

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Os agentes localizaram Ryan na Riviera de São Lourenço, em Bertioga, no litoral de São Paulo. O cantor acumula mais de 19 milhões de ouvintes mensais na plataforma Spotify e já se envolveu em episódios anteriores que incluem acusações de agressão e dano ao patrimônio público.

A PF apreendeu veículos de luxo, joias, armas e outros bens durante a ação. A operação integra um inquérito que apura a atuação de um grupo suspeito de estruturar mecanismos para ocultar recursos ligados ao tráfico de drogas.

Mais de 200 policiais federais participaram da operação. As equipes cumpriram 45 mandados de busca e apreensão e 39 de prisão temporária. As medidas alcançaram São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás e o Distrito Federal

PF detalha uso de shows e rifas para lavagem de dinheiro 

Os agentes afirmam que a organização utilizava a influência de integrantes para dar aparência legal às atividades. O grupo reuniria cantores, empresários e influenciadores digitais na execução do esquema.

O inquérito revela que os suspeitos exploravam ingressos de shows, rifas, apostas ilegais e práticas de estelionato como instrumentos para movimentar valores de origem ilícita.

A Justiça também manteve a prisão preventiva de Raphael Sousa Oliveira, responsável pela página digital Choquei. A defesa espera que o cliente responda ao processo em liberdade.

Eis a nota da defesa de Raphael Oliveira: 

“O advogado Pedro Paulo de Medeiros, responsável pela defesa do proprietário da página Choquei, vem a público se manifestar sobre a audiência de custódia realizada hoje. A defesa esclarece que o investigado exerce atividade empresarial regular no ambiente digital, sendo responsável por um dos maiores perfis de redes sociais do país. Sua atuação consiste na divulgação de conteúdos e na realização de publicidade para terceiros, mediante contratação, o que configura fonte lícita de renda e prática amplamente difundida no mercado. 

No caso em apuração, os valores recebidos pelo investigado estão relacionados a serviços de publicidade prestados a empresas e agentes do setor de marketing. A defesa destaca que o cliente não integra, não gerencia e não possui qualquer participação em eventuais estruturas investigadas, limitando-se a publicar conteúdos que lhe são encaminhados por equipes responsáveis pelas campanhas publicitárias. 

Ressalta-se, ainda, que não há elementos que indiquem que o investigado tivesse conhecimento sobre eventual irregularidade nas atividades de terceiros. Sua atuação sempre se deu dentro dos limites de uma activity empresarial de mídia digital, sem ingerência sobre a origem ou a finalidade dos serviços contratados.

Diante desse cenário, a defesa confia que a Justiça reconhecerá a ausência dos requisitos legais para a manutenção da custódia, permitindo que o investigado responda em liberdade. O advogado reitera o compromisso com o pleno esclarecimento dos fatos e com a colaboração com as autoridades, certo de que a situação será devidamente esclarecida no curso do processo”. 

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